Autoeuropa trava maior queda das exportações

Alemanha é o único dos primeiros 10 destinos das exportações portuguesas a crescer

As exportações portuguesas de bens caíram 5,7% em março, com praticamente todas as grandes categorias económicas em baixa. Só o material de transporte e acessórios, com um crescimento de 8,9%, evitou o pior, graças à performance do setor automóvel, cujas vendas ao exterior somaram 285 milhões de euros, uma subida de 62,3% alimentada em grande parte pelo novo modelo de SUV da Autoeuropa.

Não admira por isso que no top 10 dos destinos das exportações nacionais só a Alemanha esteja a crescer (+0,9%). As vendas para França estagnaram, mas caíram 1,4% para Espanha, o principal destino das vendas ao exterior, 3,8% para o Reino Unido e 20,6% para os Estados Unidos. No global do trimestre, as exportações cresceram apenas 2,7%, bem abaixo dos 8,4% dos três meses anteriores.

"Pode ser só um episódio, mas tenho a sensação de que isto é um prenúncio do que aí vem. Basta ver que os números dos últimos meses mostram uma tendência contínua de decréscimo. Isto é muito preocupante", diz o economista João Duque. Rafael Campos Pereira, vice-presidente da CIP em representação da metalurgia e metalomecânica, considera que "é prematuro" tirar conclusões com base apenas num mês - "precisamos de mais dois ou três meses" -, mas reconhece que "Portugal continua a ter dificuldade em ultrapassar a sua dependência face aos grandes parceiros europeus". Resultado: se houver algum abrandamento em segmentos como a eletrónica, o automóvel ou os setores químicos e aeroespacial, as empresas portuguesas ressentem-se.

A própria indústria metalúrgica, que cresceu acima dos dois dígitos em janeiro e fevereiro, fechou março com um crescimento de 1,1%, "muito graças à performance da indústria automóvel". No acumulado do trimestre cresce 14%. Em queda estão as restantes exportações de indústrias tradicionais: a fileira têxtil recua 1,5%, caindo no acumulado do trimestre apenas 0,2%; a cortiça cai 1,4% (sobe 4,3% no trimestre) e o calçado baixa nada menos de 11% (5% no trimestre).

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