ASAE apreende relógios, perfumes, malas e roupa falsificados no valor de 620 mil euros

A ASAE aprendeu 58 mil artigos falsificados no valor de 620 mil euros, numa investigação sobre venda e ocultação de artigos falsificados. Realizaram seis mandados de busca, o primeiro o ano passado em Vila do Conde e o último no centro histórico do Porto.

Os inspetores da ASAE realizaram seis mandados de busca no âmbito deste inquérito, o primeiro o ano passado em Vila do Conde e o último este mês no centro histórico do Porto. Foram constituídos dois arguidos, um dos quais está envolvido em outros processos por crime de distribuição e venda de produtos contrafeitos.

A última ação de fiscalização resultou na maior apreensão no âmbito deste processo, tanto em número de artigos detetados como no valor estimado dos mesmos. A ação teve como alvo um armazém no centro histórico do Porto, onde a ASAE, através da Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal, apreendeu 45 mil artigos contrafeitos, no valor estimado de 500 mil euros. Eram maioritariamente relógios, perfumes, malas, carteiras, vestuário, aplicações e outros acessórios de moda. O total dos artigos apreendidos nos seis mandados de busca representa 620 mil euros
A primeira operação de fiscalização no âmbito deste inquérito foi junto de um armazém em Vila do Conde, onde esta polícia apreendeu artigos falsificados no valor de 7,5 mil contos. Já este ano, em fevereiro, realizaram mais quatro buscas, todas na zona histórica do Porto, com o "objetivo de interromper o circuito de distribuição", dizem os responsáveis da ASAE em comunicado enviado às redações.

Contudo, acrescentam, "tendo-se verificado que o arguido não cessou a sua atividade ilícita, foram realizadas, já este mês, novas buscas (não domiciliárias) noutra fração do centro histórico do Porto, onde se encontrava armazenada a maioria da mercadoria contrafeita agora apreendida".

Nesta investigação criminal foram constituídos dois arguidos, sendo que um deles está identificado em outros processos do crime de venda e ocultação de artigos falsificados.

Este órgão de polícia criminal com competência na área económica e da segurança alimentar, fiscalizou 44 196 alvos o ano passado. Estas ações resultaram na detenção de 322 pessoas. Suspenderam a atividade a 1032 operadores económicos e instituíram 1032 processos crime e 6 731 de contraordenação.

O valor das apreensões realizadas em 2017 totalizaram 16, 5 milhões de euros, mas do que em cada um dos anos anteriores, isto apesar do numero de produtos apreendidos ser inferior. O ano passado aprenderam 950 mil artigos, menos 500 mil do que em 2016. Já a taxa de incumprimento desceu de 22% (2014) para 18 %, percentagem que se tem mantido estável nos últimos três anos.

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João Gobern

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