Apple quer impedir acessos não autorizados aos iPhones

Medida é para travar hackers, diz a marca, mas a polícia também vai ficar impedida de desbloquear os telefones

A Apple anunciou uma atualização às definições de origem do iPhone para impedir que este possa ser desbloqueado por terceiros. A medida vai proteger os telemóveis dos hackers, mas também impedir que a polícia continue a usar uma brecha que permitia aceder aos aparelhos.

A nova atualização do sistema operativo dos iPhones e iPads (o iOS) vai ter uma nova opção, chamada de Restrição do Modo USB, que impede o acesso de transferência de dados através via USB, depois de passada uma hora desde a última vez em que o telemóvel foi bloqueado. A entrada pode ainda assim continuar a ser usada para carregar o telemóvel.

"Estamos constantemente a fortalecer as proteções de segurança em cada produto Apple para ajudar os consumidores a defenderem-se dos hackers, ladrões de identidade e violações dos seus dados pessoais", escreveu a Apple, num comunicado, divulgado na quarta-feira.

Com esta alteração, também as autoridades perdem acesso aos telemóveis. O que pode reacender a discussão entre a empresa e as autoridades norte-americanas, iniciada em 2016 quando a marca decidiu não desbloquear o telemóvel do autor do tiroteio de San Bernardino, onde morreram 14 pessoas, a pedido do FBI. Uma discussão que tem continuado, com o governo norte-americano a pedir às empresas tecnológicas que criem um sistema legal de acesso nos seus aparelhos e que estas têm recusado.

"Temos um grande respeito pelas forças da lei e não desenhamos as nossas atualizações de segurança para frustrar os seus esforços de fazerem o seu trabalho", defendeu a Apple no mesmo comunicado.

A atual versão do sistema operativo permite retirar dados do telemóvel, via USB, até uma semana depois da última vez que o telemóvel foi bloqueado.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.