André Jordan investe mais cem milhões em Belas e tenta atrair estrangeiros

Grupo Jordan vende o Lisbon Green Valley lá fora e espera captar até 40% de estrangeiros

Haverá 366 habitações com grande foco na sustentabilidade energética e aproveitamento de recursos. Venda arranca já

Captação para aproveitamento e reciclagem de água, tratamento de piscinas sem cloro, painéis fotovoltaicos e coletores solares. André Jordan volta a investir no Belas Clube de Campo, às portas de Lisboa e, desta vez, traz uma proposta mais amiga do ambiente. Ao todo, o empresário luso-brasileiro, que também criou a Quinta do Lago, avança com cem milhões de euros para a construção das primeiras 200 unidades residenciais. Mas no final do projeto serão mais: o Lisbon Green Valley prevê o nascimento de 366 novas habitações. Tudo para um cliente mais premium.

"Portugal soube fazer a sua progressão", afirmou ontem o empresário de 84 anos na apresentação do novo projeto imobiliário. "Comecei a trabalhar neste setor em Portugal em 1970. E [no imobiliário] não havia nada. Tudo era inexistente em Portugal. Havia arquitetos mas acabavam por ser conselheiros comerciais porque não havia construção."

Jordan arrancou em Portugal com o grande projeto imobiliário da Quinta do Lago, ainda hoje uma referência no Algarve, e chamariz de bolsas mais recheadas. Agora, criou o Lisbon Green Valley, que considera ser "uma evolução". "Nós dizemos que evoluímos na tradição. É um novo caminho, uma oportunidade única."

Com uma traça mais vanguardista, e linhas simples, o novo investimento vai ser vendido como mais uma oportunidade para viver "dentro de Lisboa mas ao mesmo tempo no campo". Os preços começam nos 315 mil euros.

A comercialização avança no próximo mês, numa altura em que apenas ainda só foram construídas duas de 14 townhouses. O primeiro lote de 19 apartamentos também já está em construção. E, em breve, vão ainda começar a surgir as primeiras moradias nos 30 lotes disponíveis para construção mais personalizada e a gosto de cada cliente.

"Já está a acontecer. Não é uma promessa, é uma realidade", disse Gilberto Jordan ao DN/Dinheiro Vivo, adiantando que "em quatro ou cinco anos" todo o projeto estará concluído. "A construção será feita simultaneamente à comercialização das casas."

"Queremos continuar a ser, sem falsa modéstia, o melhor lugar para viver na Grande Lisboa", disse o CEO e filho de André Jordan, na apresentação do novo investimento, perante uma audiência de dezenas de comerciais que agora tratarão de colocar os espaços no mercado.

Neste momento, o Belas Clube de Campo tem 750 famílias a morar. São 2500 pessoas de 26 nacionalidades, a maior parte famílias. Mesmo assim, 90% são portugueses. O novo investimento pretende captar entre 30% e 40% de estrangeiros e, para além de ingleses, há uma forte aposta no público do Médio Oriente, China e Escandinávia. A campanha assinada pela Leo Burnett já está a andar no Brasil, e depois avança para vários mercados europeus.

Além de casas, o Lisbon Green Valley vai contar com um jardim--escola João de Deus, que deverá abrir portas em setembro de 2019. Os convites para a construção vão ser lançados "em breve", detalhou António Ponces de Carvalho, presidente da direção, que não fecha a possibilidade de vir a alargar o ensino para lá do 6.º ano de escolaridade, caso os residentes mostrem vontade.

Não é só: nascerá ainda naquele espaço uma unidade de saúde e também há projetos para destinar um lote à construção de um centro hípico.

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