Trump diz que quer trabalhar com UE para não haver taxas alfandegárias

Juncker e Trump dão sinais de apaziguamento antes de cimeira EUA/UE. Presidente americano insistiu que o seu país perdeu "milhares de milhões de dólares com a União Europeia"

Miguel Marujo
Juncker e Trump em conferência de imprensa antes de cimeira© REUTERS/Joshua Roberts

É o dito por não dito: afinal Donald Trump afirmou que quer trabalhar com a União Europeia para não haver taxas alfandegárias, depois de semanas sucessivas de ameaças.

Com o presidente da Comissão Europeia ao seu lado - antes do encontro entre os dois na Casa Branca, na capital do país, Washington - o Presidente americano concordou com Jean-Claude Juncker sobre a necessidade de um ambiente mais distendido entre velhos parceiros e amigos.

"Se pudermos não ter taxas alfandegárias, nem barreiras, nem subvenções, os EUA ficariam extremamente satisfeitos", atirou Trump, que não deixou de apontar o dedo às contas com Bruxelas, ao insistir que o seu país tinha "perdido centenas de milhares de milhões de dólares com a União Europeia". E sublinhou o ponto de partida para Washington: "Queremos apenas um terreno igual para os agricultores, os industriais, para toda a gente."

Antes o presidente da Comissão Europeia tinha rebatido declarações recentes do presidente dos EUA. "Nós somos parceiros próximos, aliados, não inimigos", disse Juncker.

De acordo com a CNN, Trump sublinhou que as duas partes concordaram em suspender por agora as tarifas que o Presidente americano já tinha anunciado e que ameaçavam abrir uma guerra comercial enquanto as negociações prosseguem. "Este foi um dia muito importante para o comércio livre e justo", atirou Trump.

Antes da cimeira, Trump tinha elevado a voz, avisando os europeus que, se estes não cederem às suas pretensões, vai impor taxas alfandegárias sobre as viaturas com origem na Europa. Agora, ao lado de Juncker, o chefe do Estado americano parece ter recuado.