Santander recusa vender edifício histórico na baixa de Lisboa e admite museu

Banco já teve várias propostas para vender o imóvel

DN/Lusa

O Santander recusou esta quarta-feira a venda do edifício histórico do banco na baixa de Lisboa, na Rua do Ouro, apesar de já ter tido propostas para aquisição, estando a equacionar transformá-lo num museu.

"A resposta é não, não temos o edifício à venda e não fazemos intenções de o vender", disse António Vieira Monteiro quando questionado sobre uma possível alienação do imóvel, para o qual já existiram interessados.

O responsável, que falava em conferência de imprensa em Lisboa sobre os resultados do primeiro semestre, vincou que "se trata da sede histórica do banco".

"Portanto, entendemos que não o vamos vender", reforçou.

Ainda assim, aquele edifício "vai ter utilizações no futuro" e, "se calhar, iremos fazer do edifício um museu ou uma coisa assim parecida", adiantou.

O banco tem, atualmente, 5.000 imóveis em carteira em todo o país e de diferentes tipos, revelou o responsável, notando que alguns destes vieram do ex-Banco Popular.

Até agora, a instituição arrecadou cerca de 85 milhões de euros com a venda de imóveis, adiantou Vieira Monteiro.

Na ocasião, o presidente do Santander falou também desta integração do ex-Banco Popular no banco, concretizada em dezembro passado, vincando que o processo teve "efeitos positivos" para os antigos trabalhadores daquela instituição.

"Todas as pessoas que vieram do Popular para trabalhar connosco [...], no momento da integração, foram equiparadas aos empregados do Santander, com vantagens relativamente a outros bancos", realçou Vieira Monteiro.

Em causa está, por exemplo, a adoção de 1.200 como salário mínimo daqueles trabalhadores, bem como promoções e aumentos nos salários entre 0,75% e 2,5%.

"A integração foi feita criando as melhores condições para que se sentissem a trabalhar na sua casa", vincou, notando que o processo está concluído.

Falta, contudo, uma "integração informática, que só virá mais tarde".

Vieira Monteiro recusou que, neste período, tenha existido o encerramento de balcões, falando antes em "fusões", já que "as agências do Popular estão a ser metidos no espaço físico" das do Santander.

Assim, o banco tem, atualmente, 662 balcões, número que era de 585 em junho de 2017 e de 670 aquando da integração do ex-Banco Popular, em dezembro passado.

No que toca aos trabalhadores, tem atualmente 6.745, sendo que o total de funcionários rondava os 5.960 em junho de 2017 e chegou aos 6.781 em dezembro, altura da integração.