A caça ao ouro de Temer que está a assustar os ambientalistas

Presidente brasileiro abre uma grande área da Amazónia de reserva de exploração mineira estatal a privados. Críticos temem impacto ambiental.

Em maiúsculas, a modelo brasileira Gisele Bunchen escreveu "Vergonha!" no Twitter. Tal como ela, também Ivete Sangalo usou as redes sociais para mostrar a sua indignação. Muitas outras celebridades do Brasil, bem conhecidas do povo português, como os atores Cauã Raymond ou Thiago Lacerda, fizeram coro ao protesto. Em causa o decreto assinado por Michel Temer na quarta-feira passada, que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área de quase 50 mil quilómetros quadrados na Amazónia, maior que o tamanho da Dinamarca.

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Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.