16,7 milhões. Carro mais caro de sempre é da Bugatti e já tem comprador

La Voiture Noire custou 16,7 milhões de euros com impostos incluídos. Identidade do comprador não foi revelada

La Voiture Noire é o carro mais caro do mundo, só será produzido um único exemplar e já tem comprador. O anúncio foi feito pela Bugatti: 19 milhões de euros (12,5 M mais impostos) ou 16,7 milhões de euros (11 milhões mais impostos) foi quanto custou o mais recente modelo da marca, concebido para recordar o Bugatti Type 57 SC Atlantic da década de 1930. A identidade do comprador não foi divulgada.

O Type 57 SC Atlantic foi projetado por Jean Bugatti, filho do fundador da Bugatti, Ettore Bugatti, numa altura em que as carroçarias para a maioria dos carros de luxo eram criadas separadamente por fabricantes específicos e não pelas próprias marcas.

Jean Bugatti foi autor do projeto de alguns modelos marcantes para a marca fundada pelo pai. Apenas quatro desses automóveis foram produzidos e estão entre os mais valiosos do mundo, podendo valer mais de 50 milhões de dólares (44,2 milhões de euros), adianta a Hagerty Insurance, empresa especialista em definir os valores dos carros de coleção. Apenas três ainda deverão existir, sendo que o quarto terá desaparecido antes da invasão alemã à França durante a Segunda Guerra Mundial.

A Bugatti é conhecida por fabricar modelos altamente exclusivos e acessíveis a poucos bolsos O modelo básico da empresa, o Bugatti Chiron, custa cerca de três milhões de dólares (2,65 milhões de euros).

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?