Grupo Sonae recupera e apresenta lucro de 158 milhões até setembro

Nos primeiros nove meses de 2021, o grupo liderado por Cláudia Azevedo recuperou do impacto da pandemia da Covid-19 e apresentou um resultado líquido superior aos anos 2019 e 2020. Retalho e vendas online alavancaram desempenho.

O grupo Sonae registou um resultado líquido de 158 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano, de acordo com as contas veiculadas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quarta-feira. O resultado compara com o prejuízo de quatro milhões de euros, registado nos primeiros nove meses de 2020. O lucro observado atribuível aos acionistas do grupo também supera o resultado do período homólogo de 2019, ainda que impactado por restrições relacionadas com a pandemia da Covid-19.

O desempenho positivo do grupo Sonae deve-se à performance da Sonae MC (que inclui a cadeia Continente) e ao retalho eletrónico (Worten), bem como ao crescimento contínuo das vendas no comércio online. O grupo que congrega os negócios da família Azevedo considera que os números evidenciam a "resiliência e solidez" dos negócios do grupo.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) fixou-se nos 531 milhões de euros, entre janeiro e setembro, o que se traduz num crescimento homólogo de 23,1%. O EBITDA beneficiou das "mais-valias significativas no período provenientes da gestão do portefólio e da melhoria do desempenho das empresas consolidadas pelo método de equivalência patrimonia".

Já o EBITDA subjacente (indicador que congrega a rentabilidade de negócios como Sonae MC, Worten e Sonae Fashion) cresceu 5,6%, para 415 milhões de euros (só nos últimos três meses o indicador ascendeu a 169 milhões).

A Sonae apresentou um volume de negócios consolidado de 5.014 milhões de euros nos até setembro, um valor recorde de receitas que traduz um crescimento de 4,7% em termos homólogos,"sustentado principalmente pelos contributos positivos da Sonae MC e da Worten".

Observando cada área de negócio: no retalho alimentar, a Sonae MC viu o nível de vendas crescer 5,3%, acabando por ganhar quota de mercado; no retalho eletrónico, a Worten também registou um volume de negócios superior em 3,6%, em termos homólogos; o negócio dos centros comerciais (Sonae Sierra) registou um crescimento do volume de negócios de 45% durante o verão; enquanto a Sonae Fashion sustentou vendas e melhorou a rentabilidade do negócio; A Sonae FS (gere os cartões cliente Continente e Universo) destacou-se ao registar uma quota de 14% da MDS e cartões Universo; a Sonae IM viu o volume de negócios subir 6,4%, para 43 milhões; e a ISRG (área de negócio que contempla as lojas SportZone) registou um crescimento homólogo de 26% nas vendas; e nas telecomunicações, a NOS passou de prejuízos a lucros até setembro, com a reabertura das salas de cinema e reforço da área telco.

Acresce ao desempenho de cada área de negócio (consolidadas e não-consolidadas) o comércio eletrónico. O grupo liderado por Cláudia Azevedo assistiu a uma subida homóloga de 29% das vendas online, face aos primeiros nove meses de 2020. O grupo ressalva que 2020 já tinha sido um ano "extraordinário para este canal, sendo uma evidência clara do sucesso na execução do trajeto digital da Sonae".

O investimento total da Sonae nos entre janeiro e setembro deste ano situou-se em 355 milhões de euros. Assim, o capex operacional (indicador do investimento) cresceu 10,1% para 182 milhões, "traduzindo o contínuo investimento dos negócios nas suas propostas de valor".

Quanto à dívida do grupo, a Sonae reduziu em 375 milhões de euros a dívida líquida em termos homólogos. A dívida líquida do grupo Sonae está abaixo dos mil milhões de euros (857 milhões), "uma posição financeira muito sólida que permite ao grupo enfrentar os desafios futuros e explorar oportunidades emergentes".

Face aos primeiros nove meses do último ano, o grupo gerou mais dois mil postos de trabalho, "em especial nos negócios de retalho alimentar e de eletrónica, de centros comerciais e de serviços financeiros".

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