Governo revê em baixa défice para 2018

A revisão é de uma décima de 0,7% para 0,6% do PIB. O Conselho das Finanças Públicas já admitiu um valor ainda mais baixo, de 0,5% do PIB.

O défice de 2018 deve ficar nos 0,6% do produto interno bruto (PIB), abaixo das previsões apontadas pelo governo até agora. A informação foi avançada esta manhã pelo ministro das Finanças, no Parlamento. "Deve ficar próximo dos 0,6%", declarou Mário Centeno perante os deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFMA).

O valor final do saldo orçamental para 2018 só é divulgado no final do primeiro trimestre quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) fizer o apuramento em contas nacionais, aquele que conta para Bruxelas.

O ministro das Finanças está a ser ouvido esta quarta-feira, uma audição regimental sobre a Conta Geral do Estado de 2017, mas Mário Centeno aproveitou para falar de 2018. "Em 2018, vamos cumprir de novo todos os objetivos orçamentais", começou por afirmar o ministro, para logo a seguir indicar um valor de défice abaixo da previsão até agora apontada pelo governo.

"O défice em 2015 foi de 4,4%, e devemos fechar 2018 com um valor próximo de 0,6% do PIB. Ano após ano apresentámos os valores de défice mais baixos do período democrático", sublinhou Mário Centeno.

Investimento público cresceu. Não são fake news, garante Centeno

Na intervenção inicial, o ministro das Finanças atacou a oposição defendendo que a despesa pública foi executada em 2018 quase na totalidade. "A execução orçamental em 2018 cumpriu todas as metas da despesa, executamos 99,64% da despesa pública aprovada pela Assembleia da Republica em novembro de 2017", declarou Mário Centeno, lembrando, em concreto, o caso da saúde. "Em 2018 a despesa efetiva do SNS aumentou 470 milhões de euros, totalizando a despesa em saúde em 2018 10.070 milhões de euros. Atingiu-se, pela primeira vez, um valor semelhante ao do período anterior ao Programa de Ajustamento", afirmou o ministro.

Dados que, na opinião de Mário Centeno, desmentem o discurso da oposição. "Na época das fake news e dos títulos fáceis estes números desmentem a campanha caluniosa da oposição", concluiu Mário Centeno.

O ministro aplicou o mesmo raciocínio ao investimento público. "As perceções erradas não se fixam por aqui e estendem-se ao investimento público. Entre o final da anterior legislatura e a atual legislatura o investimento cresceu cerca de 10%", declarou o ministro.

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