Desemprego recuou 17,4% em outubro

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego situou-se em 334 241. São menos 17,4% que um ano antes e menos 1,45 do que no mês anterior.

Depois da inversão na tendência de queda que foi observada em agosto, o desemprego retomou o ciclo de descidas e os dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, publicados esta quarta-feira, indicam que este se manteve em outubro.

No final do mês passado estavam inscritas nos centros de emprego 334,2 mil pessoas sem trabalho. São menos 70,3 mil do que em outubro de 2017 e menos 4,7 mil do que no final de setembro. Para esta queda contribuíram todas as tipologias de desempregados, nomeadamente os adultos (homens e mulheres), os mais jovens e os de longa duração (sem trabalho há mais de um ano).

Uma análise mais alargada dos dados revela que o desemprego está a cair em termos homólogos há mais de cinco anos consecutivos e que os desempregados inscritos em outubro de 2018 correspondem a menos de metade dos que havia em setembro de 2013 e que ascendiam a 697,3 mil. Recorde-se que 2013 foi o ano em que a taxa de desemprego registou o valor mais elevado do período da crise.

Em comunicado, o gabinete do Ministério do Trabalho e da Segurança Social refere que "mais de 60% deste decréscimo" foi obtido nesta legislatura, ou seja, entre o final de 2015 e 2018, período em que o número de desempregados inscritos desceu 39,8% (correspondente a menos 220,9 mil pessoas).

Uma das quedas mais expressivas foi observada entre as pessoas que estão sem trabalho há mais de um ano (e que, por isso, têm a classificação de desempregados de longa duração) que recuou 23,3% face a outubro de 2017 (-46,5 mil pessoas).

Os trabalhadores não qualificados foram o grupo onde o desemprego mais caiu, tendo recuado 25,1%. Ao mesmo tempo, o sector dos serviços, concretamente as atividades imobiliárias, administrativas e serviços de apoio foi o que contribuiu com o maior número de inscritos como candidatos a um novo emprego.

Ofertas de emprego diminuem

Aos centros de empregos chegaram durante o mês de outubro menos ofertas do que no mês homólogo de 2017, ainda que o número tenha sido superior ao de setembro, o que terá sido motivado pelo facto de as empresas estarem já a preparar-se para o habitual aumento da procura e do consumo na época do Natal.

"As ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês totalizaram 12 833 em todo o país. Este número é inferior ao do mês homólogo de 2017 (-2 235;-14,8%) e superior ao do mês anterior (+ 769; +6,4%)", detalha a informação disponibilizada pelo IEFP.

As atividades económicas que mais ofertas de emprego colocaram foram as "Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio" (17,9%), "Comércio por grosso e retalho" (11,5%) e "Alojamento, restauração e similares" (9,9%).

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Exclusivos