Défice orçamental afunda mais de 25% para 1651 milhões de euros em abril

"Execução até abril já evidencia efeitos da pandemia na economia e serviços públicos na sequência das medidas de mitigação", diz gabinete de Centeno

"A execução orçamental em contabilidade pública das Administrações Públicas (AP) registou até abril um défice de 1651 milhões de euros, representando um agravamento de 341 milhões de euros face ao período homólogo por via do menor crescimento da receita (5%) face ao da despesa (6,1%)", anunciou, esta terça-feira, o ministro das Finanças, Mário Centeno, numa nota enviada às redações pelo seu gabinete.

É uma redução homóloga do saldo orçamental de 26% (ou um aumento do défice nessa ordem).

"A execução até abril já evidencia os efeitos da pandemia na economia e nos serviços públicos na sequência das medidas de mitigação", confirma a nota oficial.

As Finanças fazem um resumo dos impactos da crise do coronavírus nas contas públicas. No total, esta crise custou, até agora (mês e meio, desde meados de março a final de abril) qualquer coisa como 660 milhões de euros.

"Esses efeitos contribuíram para uma degradação do saldo, em contabilidade pública, de pelo menos 660 milhões de euros", diz a nota.

A quebra de receita foi de 320 milhões de euros a menos "com a prorrogação dos prazos de entrega das retenções na fonte de IRS, IVA e IRC" e isto ainda sem quantificar o efeito da prorrogação das contribuições para a Segurança Social e suspensão das execuções fiscais, observa o gabinete de Centeno.

Em contrapartida, a despesa cresceu 345 milhões de euros, "principalmente associado às medidas de lay-off (144 milhões), aquisição de equipamentos na saúde (128 milhões) e outros apoios suportados pela Segurança Social (54 milhões de euros)".

Notícia em atualização no Dinheiro Vivo

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