Contribuintes obrigados a mudar de browser para entregar IRS

Enviar a declaração por via eletrónica não será possível usando as versões mais recentes do Google Chrome ou do Microsoft Edge

Os contribuintes são obrigados a partir de hoje a mudar de browser (programa para navegar na Internet) para poderem enviar a sua declaração do IRS por via eletrónica, segundo informou na quarta-feira a Autoridade Tributária (AT).

Num comunicado a AT adverte que "a declaração eletrónica do IRS não é possível caso se esteja a utilizar as versões mais recentes do Google Chrome ou do Microsoft Edge". Por isso, a AT aconselha o uso dos seguintes browsers gratuitos: "Internet Explorer, Firefox, Safari (para Mac Os X)".

A AT explicou que, "em meados de 2015, alguns dos fabricantes de browsers anunciaram que iriam deixar de suportar a tecnologia NPAPI e, em consequência disso, as versões do Google Chrome e do Microsoft Edge não suportam os aplicativos Java".

No comunicado, a AT realça que "continua a trabalhar em soluções que permitem a utilização generalizada nos 'browsers', de modo a garantir uma maior universalidade de utilização".

O problema pode afetar muitos contribuintes, uma vez que o Google Chrome é atualmente o browser mais utilizado para aceder à internet, sendo usado por um em cada dois cibernautas, segundo estatísticas da página StatCounter.

O prazo para reclamar os valores de despesas de IRS no Portal das Finanças termina hoje, sem que seja suspenso o período para liquidação do imposto, segundo informação do Ministério das Finanças.

Há quinze dias, o Ministério das Finanças disponibilizou uma nova página no Portal das Finanças dedicada à consulta das despesas para deduções à coleta de IRS, permitindo também que os contribuintes reclamassem caso discordassem dos valores dos totais de despesas inscritos no 'site'.

De acordo hoje com a rádio TSF, que cita dados do Ministério das Finanças, "até ao final de terça-feira passada, 8.388 contribuintes reclamaram dos montantes de deduções à coleta visíveis no site da AT, o que, entre 7,5 milhões, representa uma taxa de reclamação de 0,11%".

Em declarações à TSF, o fiscalista da associação de defesa do consumidor Deco Tito Rodrigues admitiu que o número de reclamações dos valores disponíveis no site das finanças poderá crescer com o aproximar do final do prazo.

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