Comboios param na sexta-feira

Trabalhadores da CP, EMEF e Infraestruturas de Portugal defendem negociação de melhores condições de trabalho. Greve também afeta Fertagus

A CP avisou esta terça-feira os utentes para "fortes perturbações" na circulação de comboios, devido à greve agendada para sexta-feira dos trabalhadores da CP, EMEF e Infraestruturas de Portugal, prevendo supressões a nível nacional em todos os serviços. O mesmo aviso foi deixado pela Fertagus em comunicado publicado na sua página oficial porque não foram definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral para o transporte de passageiros.

A CP diz que permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos, para os passageiros já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta. Estes pedidos devem ser apresentados nas bilheteiras ou no formulário de contactos, até 10 dias após terminada a greve", detalha a transportadora rodoviária na sua página oficial.

Os trabalhadores da CP, da EMEF e da Infraestruturas de Portugal (IP) vão fazer uma greve de 24 horas na sexta-feira, em defesa da negociação de melhores condições de trabalho. "Decidimos fazer esta greve no mesmo dia nas três empresas porque o Governo continua a não dar resposta a uma reivindicação comum que é a de negociar melhores condições para estes trabalhadores", disse à agência Lusa José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e comunicações (FECTRANS), no dia 20 de novembro.

O sindicalista lembrou, na altura, que o Governo nem sequer está a cumprir os acordos que tinha estabelecido com os sindicatos no sentido de ser desenvolvida uma negociação com vista a dar resposta às reivindicações dos trabalhadores, que têm levado à concretização de várias greves ao longo do ano. Referiu, como exemplo, o acordo estabelecido em fevereiro para a CP, que previa a negociação de medidas para entrarem em vigor em outubro, mas que não resultou em nada, dado que não houve reuniões entre abril e 14 de novembro, data em que ainda não foram apresentadas propostas. A greve foi decidida após a realização de plenários em vários pontos do país.

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