Christine Lagarde reeleita para segundo mandato à frente do FMI

Lagarde inicia segundo mandato de cinco anos no próximo mês de julho

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta sexta-feira que o conselho de administração elegeu Christine Lagarde para um segundo mandato de cinco anos à frente da instituição.

Lagarde inicia o segundo mandato no próximo dia 5 de julho. A francesa, que foi eleita pela primeira vez em 2011, era a única candidata ao cargo de diretora-geral e foi eleita de forma consensual, informou o FMI em comunicado, citado pela agência Reuters.

A atual diretora-geral do FMI, de 60 anos, tinha confirmado a sua candidatura ao cargo numa entrevista ao canal de televisão France 2, mostrando-se confiante de que o caso judicial em que está envolvida em França - apontado como um dos principais obstáculos às suas pretensões de continuar à frente do FMI - terminaria com uma decisão a seu favor. Lagarde está indiciada de alegada "negligência" na gestão de fundos públicos por ter concedido uma indemnização multimilionária do Estado francês ao empresário Bernard Tapie, em 2007, quando estava à frente da pasta das Finanças.

Lagarde adiantou, quando anunciou a sua candidatura, que já recebera apoios "de França, Reino Unido, Alemanha, China, Coreia [e] do México", assim como declarações "extremadamente elogiosas" do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e do seu secretário do Tesouro, Jack Lew, que afirmou "esperar continuar a trabalhar" com ela.

A advogada, agora reconduzida, tem estado à frente do FMI num período conturbado para a economia mundial, tendo supervisionado a gestão da crise da dívida soberana europeia. Lagarde foi ainda responsável pela implementação de alterações que permitiram ao FMI ter maior controlo dos mercados das economias emergentes, como a China e Brasil. Sucedeu a Dominique Strauss-Kahn, que se demitiu do cargo devido ao escândalo sexual em que se viu envolvido.

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