China provoca queda nas bolsas europeias

Bolsas chinesas suspensas até ao fim do dia após nova queda de 7%. As bolsas europeias estão a negociar no vermelho, na sequência do fecho em forte baixa das praças asiáticas.

Pelas 08:57 horas em Lisboa, o Euro Stoxx 50 caía 2,30% para 3.192,51 pontos, com as principais praças europeias a oscilarem entre o recuo de 3,31% de Frankfurt e a perda de 1,78 % de Madrid.

Londres, por sua vez, recuava 1,46%, Paris quebrava 2,4%, Milão deslizava 1,96%, Lisboa caía, 1,83% e Atenas perdia 2,47%.

No primeira sessão de 2016, as bolsas asiáticas encerraram "em forte baixa", com Xangai e Shenzhen a suspenderem as negociações antes do fecho, segundo disseram analistas à agência de informação financeira Bloomberg, destacando ainda a saída de dados macroeconómicos menos bons na maior economia da Ásia, a China.

Entretanto, o barril de petróleo Brent, para entrega em fevereiro, abriu hoje a cotar-se a 37,92 dólares no mercado de futuros de Londres, mais 2,21% em relação ao fecho da sessão anterior, enquanto o euro ganhava terreno face ao dólar.

A queda das bolsas chinesas

As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen encerraram o seu funcionamento até ao fim do dia, depois de caírem 7%, de acordo com um novo mecanismo para reduzir a volatilidade que entrou hoje em vigor.

A queda do índice CSI300, que abrange as 300 principais empresas cotadas, ativou, pela primeira vez, o encerramento antecipado das negociações da sessão, em consequência das novas regras regulatórias.

As negociações já tinham sido interrompidas por 15 minutos, sem que a medida conseguisse travar as descidas.

Os novos mecanismos que hoje entraram em vigor pretendem impedir fortes quedas nas bolsas de Xangai e Shenzhen e evitar descidas como as do verão passado.

As novas regras da Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China (CRMV) aumentam as restrições às flutuações diárias que se verificam nos mercados chineses, prevendo, por exemplo, a suspensão dasbolsas por 15 minutos se forem registados ganhos ou perdas com uma variação de 5%.

Se a queda ou aumento, apesar da pausa, chegar aos 7%, ou aos 5% na última meia hora da sessão da tarde, o encerramento da sessão diária será adiantado automaticamente a essa hora.

Xangai e Shenzhen estão entre as bolsas mais voláteis do mundo, já que são especialmente vulneráveis a rumores que causam o pânico nos 90 milhões de acionistas, muitos dos quais investidores individuais sem formação financeira.

No verão passado, as bolsas chinesas registaram quedas diárias acima dos 7 e 8%, e o índice de referência do país, o de Xangai, chegou a cair 8,49% num só dia, a 24 de agosto, a sua pior sessão desde fevereiro de 2007.

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