Centeno espera boas notícias já hoje também das agências de rating

Fitch reavalia rating esta sexta. Ministro admite "expetativa positiva" depois de formalizada saída do Procedimento por Défice Excessivo

O ministro das Finanças admitiu ter uma "expetativa positiva" quanto à reavaliação do 'rating' de Portugal a ser feita hoje pela Fitch, no dia em que o Ecofin confirmou a saída do país do Procedimento por Défice Excessivo (PDE).

"Hoje a Fitch vai reavaliar estas circunstâncias, e todos esperamos que esta realidade se possa refletir numa reavaliação efetiva da agência, mas temos que esperar. Não podemos obviamente esconder que existe uma expetativa positiva, que é partilhada por todos", declarou Mário Centeno, à saída da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, no Luxemburgo.

Centeno recordou que, no mês passado, quando a Comissão Europeia recomendou o encerramento do PDE a Portugal, o Governo já classificou essa decisão "como um 'upgrade', uma classificação positiva para o país".

"E a expetativa que temos é que todo este movimento -- que, é preciso recordá-lo de novo, se sustenta numa consolidação das finanças públicas com crescimento económico e um crescimento muito assinalável do emprego e queda do desemprego -- trará boas notícias também na outra dimensão que todos esperamos, que é uma valorização da notação da dívida portuguesa e, em consequência, da capacidade de todos em Portugal melhorarem as suas condições de financiamento", disse.

O ministro observou ainda que se tem notado "nas últimas semanas uma descida muito significativa e sustentada das taxas de juro da dívida portuguesa nos prazos que são habitualmente comentados, que são os prazos de dívida a 10 anos", aproximando "muito" Portugal de outros países da área do euro.

"O processo de reavaliação das agências (de notação) é lento, vai obviamente decorrer ao longo dos próximos meses, e vamos ter hoje um evento (da Fitch), esperemos pelo resultado", concluiu.

A Fitch, assim como as agências de notação financeira Moody's e Standart and Poor's (S&P), ainda mantém Portugal no nível de 'lixo', o que encarece os custos do financiamento soberano e das empresas portuguesas.

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