CaixaBank e Isabel dos Santos já tinham acordo financeiro

Grupo espanhol recuou devido à lei das OPA's, mas negociações serão retomadas já na segunda-feira

Já havia acordo financeiro para a CaixaBank comprar a participação da Santoro, holding de Isabel dos Santos, no BPI, numa reunião na última quinta-feira na CMVM, mas a obrigatoriedade de cumprir a Lei das Ofertas Públicas de Aquisição fez o grupo espanhol recuar. As negociações vão, no entanto, ser retomadas já na segunda-feira.

A garantia de que já havia acordo quanto aos valores é dada ao DN pelo presidente da Santoro, Mário Leite Silva, que afirma que "é difícil compreender o que se passou agora depois de ter havido entendimento entre as partes nos termos principais do acordo, nomeadamente nas questões financeiras."

O recuo do CaixaBank prende-se com o facto de ter de pagar os mesmos valores que negociou com a Santoro aos restantes acionistas. Mário Leite SIlva garante que "mesmo assim, acreditamos que o bom senso prevalecerá e o diálogo será imediatamente retomado".

Na última quinta-feira tudo estava bem encaminhado, com advogados das duas partes a prepararem a conclusão do processo. Na reunião esteve até o negociador de confiança de António Costa, Diogo Lacerda, a representar o governo. Tudo estava de tal forma encaminhado que, quando Lacerda abandonou a reunião na CMVM (Comissão de Mercados e Valores Mobiliários), a convicção é de que tudo estaria resolvido.

O processo é uma corrida contra o tempo. Após vários o avisos, Banco Central Europeu deu agora um prazo final ao BPI para diminuir a exposição ao mercado angolano até ao dia 10 de abril. Caso contrário, o BCE pode aplicar uma multa diária de 161 mil euros ao banco, além de que a entidade arrisca-se a um corte de rating por parte da Moody's.

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