Bolsas europeias em forte baixa após anúncio de suspensão de voos da Europa para EUA

As principais bolsas europeias estavam esta quinta-feira a afundar-se de novo, depois do anúncio surpresa de Donald Trump de suspender por 30 dias a entrada nos Estados Unidos de viajantes que tenham estado recentemente na Europa.

Os investidores também estão pendentes da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Cerca das 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 6,82% para 310,43 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt desciam 6,44%, 6,08% e 7,06%, respetivamente, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 6,55% e 5,71%.

Depois de ter aberto em baixa, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 09:00, o principal índice, o PSI20, descia 5,33% para 3.992,48 pontos.

As bolsas de valores caíram novamente esta quinta-feira depois do anúncio surpresa de Donald Trump de uma suspensão por trinta dias da entrada nos Estados Unidos dos viajantes que estiveram recentemente na Europa, exceto os cidadãos americanos, uma medida destinada a conter a pandemia do novo coronavírus, cujo impacto económico a União europeia vai avaliar com "urgência".

"Eu decidi tomar estas medidas duras, mas necessárias, para proteger a saúde e o bem-estar de todos os americanos", anunciou Trump durante uma comunicação solene a partir da sala oval da Casa Branca.

"Para impedir novos casos de aparecerem no nosso país, vou suspender todas as viagens provenientes da Europa para os Estados Unidos nos próximos 30 dias", adiantou, deplorando que a União Europeia não tenha adotado "as mesmas precauções".

Esta medida, que entrará em vigor na sexta-feira à meia-noite de Washington (4:00 de sábado em Lisboa), não se aplica ao Reino Unido, precisou Trump.

Nos Estados Unidos, o Presidente, Donald Trump, também apresentou ao Congresso um plano de estímulo económico, que poderia incluir cortes de impostos e assistência a companhias aéreas e hotéis perante o crescente receio de uma recessão mundial.

A propagação do novo coronavírus foi declarada na quarta-feira pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A rápida expansão do novo coronavírus fora da China, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, e o grande impacto que pode ter na economia mantém vigilantes os investidores que analisam as medidas de apoio que estão a ser adotadas pelos diferentes bancos centrais e governos.

Na quarta-feira, o Banco de Inglaterra anunciou um corte de emergência de meio ponto das taxas de juro, de 0,75% para 0,25%, um mínimo histórico, com o objetivo de compensar a economia britânica devido à crise gerada pela epidemia do novo coronavírus.

Além do Banco de Inglaterra, a União Europeia anunciou que permitirá que se possam mobilizar ajudas de Estado para as empresas que o precisem e que criará um fundo de resposta ao novo coronavírus para compensar o "grande impacto económico potencial" da crise da saúde.

Na quarta-feira, a bolsa de Nova Iorque terminou com o Dow Jones a cair 5,86% para 23.553,22 pontos, contra 29.551,42% em 12 de fevereiro, atual máximo desde que foi criado em 1896.

No mesmo sentido, o Nasdaq fechou a avançar 4,70% para 7.952,05 pontos, contra o atual máximo de 9.817,18 pontos em 19 de fevereiro.

A nível cambial, o euro abriu esta quinta-feira em alta no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1305 dólares, contra 1,1285 dólares na quarta-feira e 1,0792 dólares em 19 de fevereiro, atual mínimo desde abril de 2017.

O barril de petróleo Brent para entrega em maio de 2020 abriu esta quinta-feira em baixa, a cotar-se a 34,08 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, um mínimo, contra 35,79 dólares na quarta-feira.

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