Bares estão a perder 300 milhões de euros por mês e antecipam muitos encerramentos

Movimento para a Abertura dos Bares pede reabertura rápida sob pena de se perderem milhares de empregos. E acredita ser solução contra festas clandestinas.

Fechados desde 12 de março, os bares continuam sem data para voltar ao ativo. Sem perspetivas de reabrir e com o próprio António Costa a não antecipar um regresso nos tempos mais próximos, agora vêm reclamar direitos iguais observando os cuidados necessários. Para tal, juntaram-se num Movimento para a Abertura dos Bares (MAB), que já fez chegar ao primeiro-ministro uma carta a pedir a urgente reabertura dos bares tradicionais - encerrados voluntariamente desde 12 de março passado - e uma audiência para apresentar as preocupações do setor face aos impactos do encerramento "que afeta atualmente milhares de pessoas do ponto de vista económico-financeiro e laboral". A porta-voz do movimento, Maria João Pinto-Coelho (do Bar Procópio), explicou ao Dinheiro Vivo o que está em causa

Que medidas de segurança propõem para a reabertura ser possível?
As medidas já estabelecidas, e muito bem, pela DGS para garantir segurança aos clientes dos restaurantes são as que também podem garantir segurança e condições sanitárias aos clientes dos bares portugueses.

Estimamos perdas da ordem dos 300 milhões de euros /mês e antecipamos o encerramento definitivo de muitos estabelecimentos,

Temos assistido a um número crescente de reuniões informais e festas semiprivadas sem grande controlo e segurança. Acredita que a reabertura com regras definidas podia ajudar a evitar esse risco?
Claramente. O Movimento considera que a proibição não é uma solução para esse problema que tende a agravar-se com a entrada no verão. A solução encontra-se na abertura regulamentada, à semelhança de outros países europeus - e de todos os outros setores de atividade portugueses já a operar. Acresce que é urgente a definição de uma data de abertura para os bares.

Quanto estima que já se tenha perdido neste setor em receitas médias/mês e emprego?
Estimamos perdas da ordem dos 300 milhões de euros /mês e antecipamos o encerramento definitivo de muitos estabelecimentos,

Temos o apoio de nomes como Manuel João Vieira, Soraia Chaves, Teresa Tavares, Mónica Garcez Oom, Paulo Tavares Oom, Ângela Pinto, João Abreu, João Tordo, Luis Filipe Borges, Seixas da Costa, Teresa Ricou, José Luís Gomes e Tiago R. Santos.

Que tipo de medidas e apoios seriam fundamentais para ajudar a recuperar este setor?Defendemos vários que podiam ajudar. Isenção na TSU das empresas, apoio à manutenção dos postos de trabalho, lay-off simplificado, aplicação da taxa reduzida de IVA , isenção da TSU a cargo da empresa, simplificação do acesso a fundos perdidos para micro e pequenas empresas e às linhas de apoio à economia covid-19, isenções e reduções fiscais. Mas também redução dos custos energéticos, isenções nos licenciamentos camarários, criação de gabinetes camarários específicos para espaços de diversão noturna e de equipas de trabalho para desenvolver estratégias de promoção de Portugal no estrangeiro.

Que figuras públicas já subscreveram o vosso manifesto?
Temos o apoio de nomes como Manuel João Vieira, Soraia Chaves, Teresa Tavares, Mónica Garcez Oom, Paulo Tavares Oom, Ângela Pinto, João Abreu, João Tordo, Luis Filipe Borges, Seixas da Costa, Teresa Ricou, José Luís Gomes e Tiago R. Santos.

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