Comissões vão continuar com outro nome?

Petição da Deco será discutida no parlamento. Entretanto, bancos estão a criar estratégias para continuar a cobrar as comissões mas com outro nome.

A Assembleia da República vai discutir nos próximos meses uma petição da associação de defesa do consumidor Deco que pede o fim das comissões bancárias. O pretexto para este debate é a comissão de manutenção da banca de depósito à ordem que atualmente tem um custo de 5,28 euros (63,36 euros anuais) nos cinco maiores bancos do país.

No entanto, mesmo que o Parlamento imponha limites ao aumento das comissões, os bancos "já se protegeram contra essa eventualidade", com a criação de contas-serviço ou contas-pacote, para onde encaminharam boa parte dos clientes, explica o jornal Público.

Nestas contas, explica o jornal, "são empacotados vários produtos, como os custos das comissões das contas à ordem, os cartões de débito e de crédito, transferências intrabancárias, entre outras, sem que nenhuma delas tenha um custo específico". Assim, "os clientes pagam um valor global, que em vários bancos assume a designação de "custo de gestão", deixando cair a polémica designação de "custo de manutenção", que os clientes têm dificuldade em perceber".

O custo destas contas é variável dentro de cada instituição, e entre instituições, já que agregam diferentes produtos e serviços. Segundo um levantamento da Deco, o custo mensal média da conta de serviços mais barata dos cinco maiores, é de 5,57 euros mensais, sem domiciliação de ordenado ou pensão, e de 3,49 euros com domiciliação de ordenado.

Segundo o Público, as contas serviços apresentam vantagens para os clientes com elevada utilização de produtos e serviços bancários, que dessa forma tiram partido do valor pago globalmente, e não por cada serviço, mas pode ter desvantagens para quem faz menor utilização, porque está a pagar por serviços que não usa.

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