Banca precisa de mais políticas que promovam o crescimento económico

Fundo Monetário Internacional divulgou esta quarta-feira o Relatório de Estabilidade Financeira Global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que o setor bancário, a nível global, necessita de uma combinação de políticas que promovam o crescimento económico e a estabilidade financeira para sair reforçado e beneficiar do aumento de confiança.

"É necessária uma combinação de políticas mais potentes e balanceadas para promover um caminho mais forte para o crescimento e para a estabilidade financeira", lê-se no Relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI, hoje libertado.

"Há uma urgente necessidade de acelerar o crescimento económico global, reforçando as fundações do sistema financeiro global e aumentando a confiança", destacam os especialistas do FMI.

Segundo o relatório, "os riscos de curto prazo para a estabilidade financeira esbateram-se desde abril".

Tal foi possível, na opinião do FMI, devido à recuperação dos preços das matérias-primas dos seus valores mínimos, a par dos ajustamentos em curso nos mercados emergentes, que deram suporte à recuperação dos fluxos de capital.

Além disso, sublinha, "as preocupações imediatas com um abrandamento na China diminuíram" devido às políticas tomadas pelas autoridades de Pequim.

Apesar da descida dos riscos de curto prazo, o relatório indica que "os riscos de médio prazo prosseguem".

E especifica: "O ambiente político não está consolidado em vários países, o que torna mais difícil atacar os problemas existentes".

Apontando para o choque inicial do Brexit nos mercados, o FMI vinca que "os mercados têm vindo a ajustar-se suavemente às preocupações sobre os riscos de emagrecimento da economia do Reino Unido e as suas respetivas implicações".

O FMI aponta também para os desafios que enfrenta o setor bancário nas economias mais desenvolvidas, onde há uma baixa rentabilidade - derivada das baixas taxas de juro diretoras - que pode ir 'minando' as almofadas de capital entretanto construídas e prejudicar a sua capacidade de financiar a economia real.

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