Angola assina contrato com Endiama e Rio Tinto para explorar diamantes Chiri

Negócio vinha sendo negociado há meses e é agora concretizado com a gigante multinacional. Sonangol também anuncia nova fase de concurso para alienação parcial de interesses em sete blocos.

A materialização da esperada entrada do segundo maior conglomerado do setor mineiro do mundo no setor diamantífero angolano. O acordo de investimento hoje assinado entre o Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás e a diamantífera nacional, Endiama, e a gigante Rio Tinto estava a ser negociado há meses e viu hoje a luz do dia.

Relativo à concessão de diamantes Chiri, na província de Lunda Norte, o acordo, comunicado pelo Ministério liderado por Diamantino Azevedo, abarca uma extensão de 108 km2, num prazo de exploração de 35 anos e prevê, numa fase inicial, "interesses participativos de 75% para a Rio Tinto Angola e de 25% parta a Endiama, além da constituição de uma joint venture. O contrato a acautelar a possibilidade de a parte angolana aumentar a sua participação até 49%", indica em comunicado o governo angolano.

A multinacional anglo-australiana Rio Tinto, com sede em Londres e Melbourne, está representada em mais de 20 países, tendo cobre, bauxite, ouro, diamantes e ferro como focos de atividade, estando avaliada em bolsa em mais de 146 mil milhões de dólares australianos (92 mil milhões de euros) e com receitas da ordem dos 40 mil milhões de euros em 2020.

Também hoje foram comunicadas por Luanda mudanças ao nível da empresa petrolífera estatal. "A Sonangol leva ao conhecimento público que decorreu, de 20 de setembro a 6 de outubro de 2021, a fase de avaliação das propostas remetidas pelos concorrentes do Processo de Alienação Parcial dos Interesses Participativos da Sonangol, nos Blocos 3/05, 4/05, 5/6, 15/06, 18, 23, 27 e 31, na qual foram recebidas 35 propostas, provenientes de 19 empresas, das quais cinco constituídas em consórcios e sete individuais", comunicou a empresa angolana.

Agora dá-se arranque ao início do processo de due diligence, a ser efetuado pela Trace International, informa a petrolífera, "seguindo-se as negociações com as candidatas, no período de 7 de outubro a 8 de novembro, para a posterior assinatura dos contratos de compra e venda com aquelas que melhor refletirem os procedimentos contratuais, em conformidade com os critérios de avaliação".

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