Sport Zone quer a maior loja online de desporto do país

Marketplace da marca arranca com 85 vendedores responsáveis por mais de 15 mil novos produtos, que se juntam aos 10 mil que a Sport Zone já tem à venda. A intenção é continuar a crescer

Ilídia Pinto
Jorge Simões, responsável de marketing e de e-commerce da Sport Zone, fotografado na loja do NorteShopping© André Rolo / Global Imagens

A Sport Zone, marca de retalho desportivo do universo Sonae, está apostada em transformar a sua loja online na maior do país, transformando-a num marketplace aberto a todas as marcas e empresas do setor em Portugal. Uma plataforma que arranca hoje com mais de 85 vendedores agregados, responsáveis por 250 marcas distintas e mais de 15 mil novos produtos, que se juntam aos 10 mil da própria Sport Zone. "Queremos dar a possibilidade a quem pratica desporto de encontrar tudo num só sítio, incentivando os portugueses à prática de exercício físico", diz Jorge Simões, diretor de marketing e e-commerce da empresa.

Com o encerramento do retalho, fruto da pandemia, as vendas online dispararam. Em 2019, não iam além de 7% das vendas totais da marca, em 2020 já ultrapassaram os 10%. E continuam a subir. "Com o encerramento das lojas físicas, houve um crescimento brutal do online, com uma procura muito grande por aparelhos de ginásios, pesos e acessórios de treino, o que nos mostrou que os portugueses quiseram continuar a treinar e a arranjar forma de o fazer", explica este responsável.

A loja online da Sport Zone existe desde 2011, servindo os mercados português e espanhol. Entretanto, e com a fusão da Sport Zone com a JD Sprinter, dando origem ao Iberian Sports Retail Group (ISRG), a loja online espanhola passou a ser direcionada para a Sprinter e, desde 2019, que foi transformada em marketplace.

Em Portugal, onde a Sport Zone tem 88 lojas físicas no continente e 10 na Madeira e Açores, esse passo está a ser dado só agora. Arranca com 85 vendedores - ao contrário de outras plataformas do grupo Sonae, como a Worten, esta não estará aberta à venda de artigos de particulares -, nacionais e estrangeiros, e "todos eles foram escortinados" pela Sport Zone, que avaliou a idoneidade das várias marcas. E toda a relação dos clientes com as mesmas, designadamente ao nível do serviço de pós-venda e controlo de qualidade, vai ser assegurada pela equipa de e-commerce da Sport Zone. A logística e apoio ao cliente será centralizada pelo grupo ISRG (controlado pela JD Sports (50%), que conta com pólos logísticos na Maia e em Alicante (Espanha).

A gama de produtos, disponível no site, aumenta em áreas que vão desde o material de campismo e outdoor, passando pelos artigos para neve e tecnologia desportiva, explica a Sport Zone, acrescentando que. também os desportos como yoga, desportos aquáticos, boxe, ciclismo e basquetebol têm agora mais variedade de referências "dando resposta às necessidades de todos os desportistas, desde o mais amador ao mais profissional".

O e-commerce da Sport Zone conta com uma equipa de 15 pessoas, que foi reforçada com mais duas, para este projeto. E se tudo correr bem, a intenção é aumentar a equipa em 2022.

O grupo ISRG, detido em 30% pela Sonae, 50% pelo JD Group e 20% pela famíia acionista da JD Sprinter, fechou 2020 com vendas de 645 milhões, 360 lojas e seis mil funcionários. Em junho, anunciou a compra de 80% da espanhola Deporvillage, negócio que lhe permitirá superar os 900 milhões de faturação e os nove mil funcionários.

Ilídia Pinto é jornalista do Dinheiro Vivo