Ações do BPI caem 3,5% depois de notícia sobre retirada da OPA pelo Caixa Bank

Ações do BPI caem 3,5% depois de notícia sobre retirada da OPA pelo Caixa Bank

As ações do BPI seguem a recuar 3,5%, depois de terem registado quedas superiores a 5% a meio da manhã, no dia em que um jornal espanhol indica que o CaixaBank pondera retirar a OPA sobre o banco.

Pelas 12:15, os títulos do BPI seguiam a ceder 3,50% para 1,08%, depois de terem recuado 5,6% cerca de uma hora e meia antes.

Segundo o jornal digitam "El Confidencial", o presidente da CriteriaCaixa, accionista maioritário do CaixaBank, Isidro Fainé, "pondera muito seriamente retirar a proposta de compra, face ao novo obstáculo judicial surgido para controlar o terceiro banco luso".

A Lusa contactou o Caixa Bank, que "não comenta" a notícia do jornal digital segundo a qual aquela entidade bancária irá retirar a OPA que lançou sobre o BPI se houver mais um revés judicial em Portugal.

Igualmente contactada pela Lusa, fonte do BPI disse não comentar a notícia avançada em Espanha.

O BPI aguarda a decisão do tribunal quanto às duas providências cautelares apresentadas pelo acionista Violas Ferreira Financial (VFF) que pretende impedir a desblindagem dos estatutos que impedem um acionista como o CaixaBank de apesar de ter 45% do capital social apenas ter 20% de direitos de voto na instituição.

A assembleia-geral que vai deliberar sobre a desblindagem de estatutos do BPI está marcada para 06 de setembro.

Desde o início da OPA que o CaixaBank faz depender a continuação da operação de uma decisão positiva sobre a desblindagem dos estatutos.

No início do ano, estalou uma "guerra" entre os principais acionistas do BPI, o espanhol Caixabank, com cerca de 45% do capital social, e a angolana Santoro, de Isabel dos Santos, com cerca de 19%.

Este conflito acionista eclodiu por causa das regras do Banco Central Europeu que obrigam a uma redução da exposição excessiva do banco a Angola, mas fez perceber a falta de entendimento não só quanto a uma solução para este problema mas também numa estratégia para o BPI, levando a um impasse que dura desde então.

No âmbito deste caso, ganhou relevância o tema da desblindagem de estatutos do BPI, que impede qualquer acionista de votar com mais de 20%, independentemente da participação acionista que tenha.

Os espanhóis oferecem 1,113 euros por ação, avaliando o banco em 1600 milhões de euros, mas a oferta está condicionada à eliminação dos limites aos direitos de votos dos acionistas, pelo que se a proposta de desblindagem de estatutos não avançar a OPA também deverá cair por terra.

A administração do BPI já fez saber publicamente que é a favor da desblindagem de estatutos, o que retiraria poder a Isabel dos Santos.

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