Velejadores mais rápidos do mundo de regresso a Lagos

Os dois campeonatos dos catamarãs voadores GC32 fundiram-se num só. Portugal vai continuar no mapa da competição. Em junho a frota estará de novo em Lagos.

Acabou a "Extreme Sailing Series", o campeonato do mundo dos catamarãs voadores GC32. As equipas que participavam neste campeonato - algumas, pelo menos - deverão agora transferir-se para o campeonato que já existia e que só tinha âmbito europeu, o "GC32 Racing Tour".

Portugal continuará no mapa das regatas com estes "catamarãs" voadores, com uma prova marcada para junho próximo (26 a 30), em Lagos, prevendo-se a participação de 12 equipa. A cidade algarvia já em 2018 tinha integrado o campeonato GC32 Racing Tour - enquanto Cascais fez parte do da Extreme Sailing Series.

A edição 2019 do GC32 Racing Tour tem já cinco eventos marcados, contando com o de Lagos, que será o segundo: Sardenha, Itália (22 a 26 de maio); Copa Del Rey, em Palma de Maiorca, Espanha (31 de julho a 4 de agosto) e Riva del Garda, Itália (11 a 15 de setembro). De 6 a 10 novembro também haverá um circuito mas o local não foi anunciado. Será provavelmente fora da Europa.

A "Extreme Sailing Series" foi criada em 2007 pelo britânico Mark Turner (ele próprio um ex-velejador), que transformou em realidade um conceito que ele próprio, o de "stadium sailing" (vela de estádio). Ou seja: regatas de alto nível de exigência e em catamarãs muito velozes realizadas muito perto de terra, para poderem ser testemunhas por multidões, como qualquer outro desporto de estádio.

O campeonato passou várias vezes por Portugal (Porto, Madeira, Lisboa, Cascais). A edição de 2018, com seis equipas permanentes, foi vencida pelos suiços da Alinghi. Já a vitória no campeonato GC32 Racing Tour foi para a equipa Norauto, capitaneada por um lenda da vela francesa, Frank Cammas (um velejador que tanto se dedica à vela de velocidade, nomeadamente à Taça América, como à vela oceânica, tendo vencido a edição 2011-2012 da Volvo Ocean Race).

"A experiência e sucesso do ano passado com a organização de uma das provas do circuito foi tão positiva, que as equipas escolheram voltar e com a melhor prova possível"

Martinho Fortunato, comodoro do Clube de Vela de Lagos, comentou o regresso dos GC32 à cidade algarvia dizendo ser uma "enorme honra" receber mais uma vez a prova. "A experiência e sucesso do ano passado com a organização de uma das provas do circuito foi tão positiva, que as equipas escolheram voltar e com a melhor prova possível", disse ainda, salientando o apoio da câmara municipal.

"A aposta no turismo náutico e nos desportos de mar é inequívoca e os resultados estão à vista de todos, Lagos é hoje a capital do turismo náutico", concluiu.

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