Sporting. Bruno de Carvalho ouvido um ano depois do ataque à academia

Juiz de instrução reservou os dias 13 e 14 de maio para ouvir os acusados neste processo. Antigo presidente leonino está acusado da autoria moral de ser autores morais de vários crimes de ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada e sequestro.

Bruno de Carvalho vai ser ouvido no dia 14 de maio no segundo dia da fase de instrução do processo do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, a 15 de maio de 2018, ou seja na véspera de passar um ano após os incidentes. O antigo presidente do Sporting foi um dos 44 acusados nesta investigação que envolve os crimes de sequestro, ofensa à integridade física qualificada, introdução em lugar vedado ao público, dano com violência, terrorismo, resistência e coação sobre funcionário.

De acordo com as informações recolhidas pelo DN, o juiz Carlos Delca terá proposto aos advogados os dias 13 e 14 de maio para a realização da fase de instrução, estes têm agora dez dias para se pronunciar. As sessões vão ter lugar no Campus da Justiça, em Lisboa.

Esta é a segunda vez que a instrução do processo é agendada. As primeiras sessões tinham sido agendadas para março, mas dois pedidos de recusa de juiz adiaram-na entregues no Tribunal da Relação de Lisboa atrasaram essa fase. Depois de não ter sido dada razão a essas exposições, o juiz do juízo de instrução Criminal do Barreiro notificou os advogados das novas datas.

Este processo surgiu na sequência da invasão por um grupo de cerca de 50 adeptos do Sporting - conotados com a principal claque do clube, a Juventude Leonina - fez à academia a 15 de maio do ano passado. Na altura, a sua entrada no recinto não foi impedida tendo tido acesso aos balneários onde o plantel profissional preparava o jogo da final da Taça de Portugal com o Desportivo das Aves, que ganhou esse troféu (2-1).

Nessa altura, foram registadas agressões a alguns jogadores - alguns avançaram para a rescisão de contrato com o clube, tendo depois voltado atrás -, ao técnico Jorge Jesus e a outros elementos do clube, ainda atiraram petardos e abandonaram a academia antes da chegada da Guarda Nacional Republicana. Nessa altura também estava no recinto o atual presidente do clube Frederico Varandas, que era o médico da equipa principal de futebol.

A fase de instrução foi requerida por mais de uma dezena de arguidos, entre os quais o ex-presidente do Sporting e o antigo oficial de ligação aos adeptos do clube Bruno Jacinto.

A acusação foi conhecida a 15 de novembro do ano passado e entre os 44 acusados estão o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e 'Mustafá', líder da claque Juventude Leonina. Estes vão responder, como autores morais, por 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. Estão em prisão preventiva 38 pessoas.

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