Só 40 das 70 atletas terminaram a maratona mundial. Salomé Rocha conseguiu

O calor abrasador sentido na capital do Qatar deixou muitos maratonistas pelo caminho. Nenhuma das atletas atingiu recordes pessoais e grande parte desistiu da prova.

A portuguesa Salomé Rocha terminou esta sexta-feira a maratona dos Mundiais de atletismo de Doha, no Qatar, na 28.ª posição e, assim que cortou a meta, foi levada em cadeira de rodas para o posto médico. As condições difíceis que se esperavam sentir acabaram por ser um pouco piores, com uma temperatura de 32 graus à meia-noite, hora do arranque da corrida, e humidade de cerca de 80 por cento. Por isso, 30 de um total 70 atletas não conseguiu terminar a prova, como mostra a tabela final da IAAF, a Associação Internacional de Federações de Atletismo.

Como consequência das altas temperaturas, nenhuma das atletas fez recorde pessoal e só 40 das maratonistas acabaram a competição, que decorreu sem adesão de público, deixando a Corniche de Doha quase 'deserta' - eram bem mais os polícias, jornalistas e elementos da organização.

Salomé Rocha disse que o andamento inicial não foi especialmente forte para ela: "Foi o que esperávamos e correspondia aos treinos que fizemos." "Tudo estava a correr bem até uma hora e meia de corrida, mas, depois, alterou-se completamente, não consegui mais e só queria era acabar a maratona", disse a atleta portuguesa, que se estreou na distância após uma aposta inicial em dez mil metros.

A maratonista lusa pagou caro a aposta de estar entre as primeiras na primeira metade da prova e, com cerca de hora e meia de corrida, começou a perder posições e tempo para a vencedora, concluindo em 2:58.19 horas.

A vencedora foi a queniana Ruth Chepngetich, em 2:32.43, que era a melhor da época e provou que se dá bem com as maratonas no Médio Oriente, depois de em janeiro ter ganhado no Dubai. Campeã há dois anos, Rose Chelimo, do Bahrain, caiu agora para segunda (2:32.43) e a terceira foi Helalia Johannes, da Namíbia (2:34.15).

A maratonista portuguesa, que já tem mínimos para os Jogos Olímpicos, com a marca conseguida este ano em Londres (2:24.47), diz que agora só quer "parar e descansar um pouco, de uma época tão longa", para regressar em novembro com novos objetivos.

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