Sindicato dos Jornalistas pede a Bruno Lage que apresente provas

Em causa as declarações do treinador do Benfica após o jogo com o Santa Clara, em que acusou jornalistas de promoverem alguém para o seu lugar a troco de viagens e jantares.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) emitiu esta quarta-feira um comunicado no qual considera de "graves" as declarações de Bruno Lage, treinador do Benfica, no final da partida com o Santa Clara, no Estádio da Luz, a contar para a 28.ª jornada da I Liga.

Em causa está o facto de o técnico benfiquista ter sugerido que há jornalistas que procuram promover treinadores para o seu lugar, a troco de "jantares e viagens". "Houve sempre uma preocupação com o meu lugar. Até me perguntaram qual era o meu ordenado. Quem anda a pagar-vos almoços, jantares e viagens para entrar para o meu lugar? O lugar não é meu, é do Benfica", disse o técnico.

O SJ solicitou que, "perante a gravidade das acusações", o treinador Bruno Lage que "apresente as provas que sustentam as suas suspeitas, que são graves e põem em xeque toda uma classe profissional". No caso de essas provas não serem apresentadas, exige que o técnico "se retrate publicamente" e que "o Benfica que se demarque" dessas declarações.

Leia o comunicado na íntegra:

"O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considera graves as declarações proferidas pelo treinador do Sport Lisboa e Benfica, a 23 de junho, no final do jogo com o Santa Clara. Em conferência de imprensa, Bruno Lage acusou os jornalistas de alegados jogos de influência a troco de refeições e viagens.

Perante a gravidade das acusações feitas, o SJ solicita ao treinador que apresente as provas que sustentam as suas suspeitas, que são graves e põem em xeque toda uma classe profissional.

Na ausência dessas provas, o SJ exige a Bruno Lage que se retrate publicamente e ao Benfica que se demarque das declarações do treinador.

As considerações de Bruno Lage, com a visibilidade que o futebol lhe confere, não podem ficar sem um cabal esclarecimento, a bem da verdade jornalística e desportiva.

O SJ aproveita para reiterar o apelo às Direções dos órgãos de informação, e respetivos profissionais, para que reajam ativamente a este tipo de atitudes, que atentam contra os jornalistas coletivamente, e tomem posição pública contra as mesmas."

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