Seleção começou aflita mas depois teve cabeça para chegar ao apuramento

Portugal arranca empate 0-0 com Itália, em Milão, e garante presença na final four da Liga das Nações, que vai disputar-se no Porto e em Guimarães. Só falta conhecer os adversários...

Já está. Portugal está apurado para a final four da divisão A da Liga das Nações, que irá realizar-se nos estádios de D. Afonso Henriques e do Dragão (de 5 a 9 de junho de 2019). O empate 0-0, em Milão, com a Itália foi suficiente para selar essa qualificação quando ainda há o jogo com a Polónia para realizar na próxima terça-feira.

O empate - o primeiro da seleção nacional em terras italianas em jogos oficiais - acaba por se ajustar ao que se passou no campo, pois no primeiro tempo a equipa da casa aproveitou o péssimo posicionamento de Portugal em campo para sufocar a equipa das quinas. Mas após do intervalo, as retificações dos selecionador Fernando Santos permitiram aos portugueses anular a qualidade exibida antes pelo adversário. E assim a seleção nacional tornou-se na primeira seleção da divisão principal a carimbar o passaporte para a fase decisiva desta nova prova da UEFA.

Uma aflição. É assim que se pode definir a primeira parte do jogo no Estádio Giuseppe Meazza, com a seleção portuguesa muito recuada no terreno a permitir que os italianos jogassem à vontade, especialmente Jorginho e Verratti, que construíam o jogo ofensivo como queriam, tanto era o espaço que lhes era concedido, pois o meio-campo nacional estava praticamente colado à defesa.

A partida começa praticamente com uma grande defesa de Rui Patrício, a evitar o golo de Insigne. A bola andou sempre a rondar a área portuguesa, cujos jogadores não conseguiam sair para o contra-ataque, nem tão pouco tinham possibilidade de fazer ataques planeados, como provam os 73% de posse de bola da squadra azzurra. Um domínio que só não resultou em golo devido às finalizações desastradas e também ao acerto de José Fonte e Rúben Dias.

Intervalo serviu para corrigir erros

A igualdade a zero ao intervalo era um enorme prémio para a equipa das quinas e permitia ao selecionador Fernando Santos corrigir o que de muito mau a equipa estava a fazer, sobretudo no que diz respeito ao posicionamento. E assim foi.
O técnico nacional começou por mudar Bernardo Silva da ala direita para o meio, trocando-o com Pizzi. O objetivo era ter mais vezes a bola e apelar ao poder criativo do jogador do Manchester City e ao compromisso defensivo do médio do Benfica.

Além disso, os alas, sobretudo Bruma, passaram a ajudar os laterais nas tarefas defensivas e a equipa começou a pressionar bem mais à frente no campo, na saída de bola dos italianos. Foi o suficiente para criar dificuldades ao adversário, que viu aos poucos Jorginho e Verratti desaparecerem da partida e com isso a criatividade e planeamento ofensivo da Itália foi autenticamente bloqueado.

Rui Patrício viveu uma segunda parte bem mais descansada e foi Donnarumma a salvar a squadra azzura, ao parar o único remate enquadrado de Portugal, da autoria de William Carvalho, quando os ponteiros do relógio batiam os 76 minutos. Por essa altura, já João Mário estava em campo, tendo dado maior consistência à equipa, permitindo até que João Cancelo pudesse aproveitar para subir no terreno para tentar desequilibrar no ataque.

Os italianos acabaram o jogo a tentar o golo que lhes permitisse manter a esperança do apuramento para a final four da Liga das Nações, mas o melhor que conseguiram foi um cabeceamento de Pellegrini para a defesa segura do guarda-redes português já em período de tempo extra.

Agora, é esperar pelos adversários que podem ser França ou Holanda (grupo 1); Bélgica ou Suíça (grupo 2); e Espanha, Inglaterra ou Croácia (grupo 4).

A figura: João Cancelo

O defesa-direito da Juventus tem sido criticado por não defender tão bem como ataca, mas na noite de Milão demonstrou o contrário. Sempre assertivo na forma como fechou para ajudar os centrais e como impediu que a Itália pudesse encontrar espaços por esse lado para desequilibrar a defesa portuguesa. Mas esta distinção pode muito bem se partilhada com José Fonte, Rúben Dias e até por Mário Rui pela excelente segunda parte que realizou. O que distingue Cancelo dos outros tem a ver com a sua vocação ofensiva, pois nas poucas vezes que surgiu no ataque criou perigo. Num jogo de sofrimento e no qual era precisa muita concentração, o jogador da Juve é a imagem do que se passou em campo.

FICHA DO JOGO

Estádio Giuseppe Meazza, em Milão
Árbitro: Danny Makkelie (Holanda)

PORTUGAL: Rui Patrício; João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Mário Rui; Rúben Neves, William Carvalho, Pizzi (João Mário, 68'); Bernardo Silva, André Silva (Danilo Pereira, 90'+1), Bruma (Raphaël Guerreiro, 85')
Treinador: Fernando Santos

ITÁLIA: Donnarumma; Florenzi, Bonucci, Chiellini, Biraghi; Verratti (Pellegrini, 81'), Jorginho, Barella; Chiesa (Berardi, 88'), Immobile (Lasagna, 74'), Insigne.
Treinador: Roberto Mancini

Cartão amarelo a Rúben Neves (32'), Mário Rui (35'), João Cancelo (51'), Jorginho (54'), Bonucci (72') e Chiesa (85')

FILME DO JOGO

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