Seferovic apela à doação de computadores a alunos necessitados. E dá o exemplo

O jogador do Benfica comprou vários computadores para doar a uma plataforma que ajuda crianças com menos recursos e que não dispõem de meios tecnológicos em casa.

O futebolista suíço do Benfica Haris Seferovic lançou nesta quinta-feira um apelo à doação de computadores para alunos que não possuem meios informáticos para estudar em casa, devido à pandemia de covid-19.

"Infelizmente, há estudantes, crianças e adolescentes que não têm acesso a um computador e estão em desvantagem por causa disso. Temos de lutar contra as desigualdades de oportunidades na educação", escreveu o internacional helvético, na sua página na rede social Instagram.

Na publicação, que é acompanhada por uma fotografia do avançado benfiquista e da mulher, rodeados por vários computadores portáteis, Seferovic revelou que decidiu "comprar computadores e doá-los à plataforma @studentkeep", que trabalha com o ministério da Educação português e "fornece dispositivos aos alunos necessitados".

Com a suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia de covid-19, as escolas adotaram um sistema de ensino à distância, mas nem todas as crianças dispõem de meios tecnológicos nos seus lares, seja um computador ou acesso à internet, para acompanharem as atividades escolares propostas pelos professores.

Através da 'studentkeep', e segundo é possível ler no site da plataforma, "uma pessoa ou uma empresa apadrinha um aluno que está em casa, mas cuja família não tem recursos para ter um computador ou até internet, concedendo um ou mais computadores extra que tenha".

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 629 pessoas das 18.841 registadas como infetadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

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