Ricardo Quaresma: "Presidente do Besiktas tirou-me do clube que amo"

O extremo português lamenta a forma como deixou o clube de Istambul e revela que tinha cinco meses de salário em atraso.

Ricardo Quaresma está desolado com a saída do Besiktas e em entrevista à estação de televisão BeIN Sports deixou isso bem claro com uma frase forte e que diz tudo sobre o seu estado de alma: "Infelizmente o presidente do Besiktas conseguiu tirar-me do clube que amo."

O extremo português de 35 anos, que acabou por assinar pelo Kasimpasa também da Turquia foi ainda mais longe. "Sempre disse que na Turquia só jogava no Besiktas. Saí porque o presidente não me quer, nem nunca me quis. Tudo o que saiu cá para fora era mentira", sublinhou, para depois fazer algumas revelações: "O Besiktas já não me pagava há cinco meses e eu fui falar com o diretor desportivo e disse que se calhar estava na altura de sair. Antes de ir de férias de Natal enviei a carta [queixa] à FIFA e ele levou isso a mal e disse que eu não podia continuar no clube."

Neste cenário, Quaresma lamenta a forma como todo o processo de saída foi conduzido. "Ele podia não me querer no clube, mas podia fazer as coisas de maneira diferente. Pelo menos que me deixasse despedir dos adeptos, dos meus colegas, dos treinadores... Chegar a cinco dias do fecho do mercado de transferências e vir dizer-me que estou fora da equipa... eu nunca arranjei problemas com ninguém», lamentou, deixando uma garantia: "O presidente nem teve a coragem de vir falar comigo."

Apesar de todos os problemas, o internacional português deixou bem claro o sentimento que sente pelo clube de Istambul. "Sempre disse que o Besiktas e o FC Porto são dois clubes que vão morrer comigo. Vão ficar no meu coração para sempre", assumindo que jogar no Fenerbahçe ou no Galatasaray "era difícil", tendo em conta as seis épocas que defendeu as cores do Besiktas.

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