Qualificações olímpicas no atletismo suspensas até 1 de dezembro

Os novos períodos de qualificação decorrerão até 29 de junho, por ranking e por marca, com a exceção da maratona e dos 50 quilómetros de marcha, que terminam em 31 de maio.

O período de qualificação no atletismo para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 foi suspenso até 30 de novembro, inclusive, devido à pandemia de covid-19, anunciou esta terça-feira a World Athletics em comunicado.

A medida faz com que os resultados que possam ser atingidos, por marca ou por ranking, durante este tempo não sejam considerados para o apuramento para Tóquio 2020, adiado para 2021. A publicação dos rankings será suspensa, ainda que os resultados "continuem a ser gravados para efeitos estatísticos, como recordes do mundo".

"Sujeito ao regresso ao normal da situação no mundo, o período de qualificação vai ser retomado em 1 de dezembro e continuar até ao novo prazo limite, em 2021, definido pelo Comité Olímpico Internacional. A totalidade do período de qualificação, que arrancou em 2019, será quatro meses mais longo do que inicialmente previsto", pode ler-se no comunicado da federação internacional.

Segundo a tabela disponibilizada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo os novos períodos decorrem até 29 de junho, por ranking e por marca, na maior parte dos eventos, com a exceção da maratona e dos 50 quilómetros de marcha, que terminam em 31 de maio.

A medida, que não abrange atletas já qualificados, permite harmonizar o processo de qualificação caso, as competições voltem a arrancar muito antes em algumas partes do mundo do que em outras, trazendo mais desigualdade para o processo.

Metade dos trabalhadores da World Athletics, sediada no Mónaco, não vai trabalhar a partir desta terça-feira recebendo, ao abrigo de uma licença concedida pelo Estado monegasco, o salário por inteiro. O objetivo, explicou o presidente, Sebastian Coe, citado em comunicado, é que a associação se foque "apenas em atividades críticas no curto prazo, que ajudem com a gestão financeira e a proteger empregos no longo prazo".

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