Portugal vence Roménia e regressa a um Europeu de andebol 14 anos depois

A equipa treinada por Paulo Jorge Pereira bateu a Roménia no penúltimo jogo da qualificação e volta à elite europeia, depois de a última vez ter acontecido em 2006, na Suíça.

A seleção portuguesa de andebol garantiu esta quinta-feira presença no Europeu da modalidade, que se vai disputar em 2020 em três países (Áustria, Noruega e Suécia) e que contará pela primeira vez com 24 equipas, ao vencer em Bucareste a Roménia por 24-19 (ao intervalo estava a perder por 12-11), resultado que apura automaticamente a equipa das quinas apesar de ainda faltar disputar uma jornada no Grupo 6 de qualificação - domingo, frente à Lituânia.

Portugal está assim de regresso a uma fase final de um Campeonato da Europa, depois de a última vez ter acontecido em 2006, na Suíça. Antes disso, a seleção nacional marcou também presença nos Europeus de 1994, 2000, 2002 e 2004. Mas desde 2006 o andebol português entrou num período de crise, com sucessivas qualificações falhadas, até esta quinta-feira, com o apuramento selado na Roménia de forma brilhante.

A seleção nacional terminou assim com êxito uma caminhada que teve início em outubro de 2018, precisamente com um triunfo perante a Roménia. Seguiu-se uma nova vitória fora diante da Lituânia e depois um resultado histórico na receção à poderosa França, a 11 de abril, em Guimarães, com uma vitória por 33-27.

"Festejar? Vamos jantar, já estava marcado. Já tinha reservado o restaurante e tudo. A minha confiança era de tal ordem, que tinha reservado restaurante antes de sair de Bucareste", disse no final o treinador Paulo Pereira.

Em jogo da quinta e penúltima jornada do Grupo 6 da segunda fase de apuramento, Portugal mostrou muito valor, sobretudo no segundo tempo, no qual aplicou um parcial de 13-7, num encontro em que lhe bastava empatar para já poder celebrar.

A equipa das quinas não começou da melhor forma, esteve a perder por 3-0 e por 11-7, contudo, e com o guarda-redes Alfredo Quintana inspirado, ainda reagiu de forma a colocar-se a apenas um golo (12-11) de distância quando foi para o intervalo.

No segundo tempo, tudo foi bem diferente, os portugueses melhoraram claramente na defesa -- Quintana foi preponderante - e foram mais expeditos no ataque, colocando-se pela primeira vez na frente aos 14-15, com 40 minutos de jogo, com golo de Diogo Branquinho.

Cada vez mais confiante, Portugal jamais perdeu o comando e o controlo, estabilizando a vantagem em três golos (16-19), perante uma Roménia em quebra anímica.

Com o sonho cada vez mais perto e a Roménia sem soluções ofensivas - marcou apenas sete golos na etapa complementar -, os lusos fecharam o jogo com cinco golos de diferença (24-19).

Pedro Portela, com sete golos, foi o melhor marcador do encontro, secundado, nos lusos, por Diogo Branquinho, com os mesmos quatro tentos de Bogdan Rata, que, na Roménia, só foi superado por Alexandru Simicu, com seis.

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