Portugal desinspirado assegura presença no europeu

Seleção nacional venceu o Chipre, este domingo, por 2-1. Será assim a nona presença de Portugal no Europeu de sub-21.

A seleção portuguesa de futebol de sub-21 assegurou este domingo a qualificação para o Europeu de 2021, ao bater a congénere de Chipre, por 2-1. Uma vitória sofrida, com direito a reviravolta no marcador do jogo do Grupo 7 de apuramento.

Portugal garantiu assim a presença na fase final da prova, a disputar na Hungria e na Eslovénia, no próximo ano, pela nona vez (1994, 1996, 2002, 2004, 2006, 2007, 2015, 2017 e 2021). Com este apuramento a seleção orientada por Rui Jorge entrou para o restrito lote de seleções que irão marcar presença nas três competições a realizar no próximo ano. Tal como Itália, Inglaterra, Países Baixos e França, Portugal vai participar no Europeu (2020, a realizar em 2021), Mundial de sub-20 e Europeu de sub-21.

No Estádio Municipal da Bela Vista, em Parchal, a equipa cipriota abriu cedo o marcador, por Artymatas, aos dois minutos, mas Portugal, apesar de uma exibição algo desinspirada, acabou por virar o resultado, com golos de Gedson Fernandes, de grande penalidade, a fechar a primeira parte (45'+1'), e Diogo Queirós (68').

No Grupo 7, Portugal soma agora 24 pontos, menos três do que o líder Países Baixos, que defronta em Portimão na quarta-feira, precisando de vencer por mais de dois golos de diferença para chegar ao primeiro lugar, anulando a derrota (4-2) em solo holandês.

Portugueses surpreendidos com golo cipriota aos dois minutos de jogo

Face à vitória de quinta-feira sobre a Bielorrússia (3-0), em Portimão, o selecionador português, Rui Jorge, fez apenas duas mudanças no onze, chamando à titularidade Thierry Correia e Rafael Leão, para os lugares de Diogo Dalot e Fábio Vieira.

Os cipriotas, penúltimos classificados do grupo, surpreenderam a equipa portuguesa logo ao segundo minuto da partida: Satsias marcou um livre da esquerda e o central Artymatas subiu mais alto do que os defesas portugueses para cabecear com sucesso.

Se já se esperava um Portugal em modo ofensivo a partir do apito inicial, o golo madrugador de Chipre só agravou a necessidade de a equipa de Rui Jorge ganhar ascendente em busca da vitória. Nos lances de maior perigo, aos 17 minutos, Diogo Queirós cabeceou ao poste, após um canto de Vítor Ferreira, e, pouco depois, aos 24, Rafael Leão rematou para grande defesa do guardião cipriota.

Portugal chegou à igualdade ainda antes do intervalo, depois de Thierry Correia ter sofrido grande penalidade: Gedson Fernandes converteu o castigo máximo, Paraskevas ainda defendeu, mas deixou a bola escapar-se para dentro da baliza. Sorte para os pupilos e Rui Jorge. Logo depois a equipa portuguesa podia ter virado o resultado, mas Paraskevas opôs-se, desta vez com sucesso, aos remates de Jota e Rafael Leão.

Já na segunda parte, manteve-se o panorama de domínio português, mas de forma desinspirada e pouco dinâmica, acabando por ser um lance de bola parada a desequilibrar o marcador para Portugal, aos 68 minutos. Na sequência de um canto cobrado por Vítor Ferreira, Florentino desviou ao primeiro poste e o central Diogo Queirós surgiu ao segundo a cabecear para a baliza cipriota, selando a reviravolta na partida.

Até ao apito final, os portugueses controlaram a magra vantagem, mas, já nos descontos, Gedson poderia ter aumentado a diferença em duas ocasiões, mas atirou ao lado (90+2 minutos) e contra o guardião adversário (90'+4').

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