Pedro Proença admite jogos à porta fechada ou torneio para encurtar provas

Presidente da Liga acredita que será possível terminar esta temporada, nem que se estenda para junho e que os jogos tenham que ser realizados sem público nas bancadas ou através de um sistema de prova mais curto.

O futuro dos campeonatos profissionais de futebol é ainda uma incógnita em quase toda a Europa e Portugal não é exceção. A I e a II Liga estão suspensas por tempo indeterminado e nesta quarta-feira a UEFA vai debater o assunto com as 55 federações, podendo sair da reunião de amanhã fumo branco relativamente ao que vai acontecer. Mas em declarações à TSF, Pedro Proença, presidente da Liga, acredita que o futebol vai voltar, admitindo que "todos os cenários já estão montados". "Jogar à porta fechada é uma possibilidade, assim como uma tipologia de torneio que permita encurtar as competições", reconheceu.

"Queremos voltar rapidamente à normalidade. Estamos dependentes das instâncias governamentais e as próprias entidades internacionais estão a dar-nos linhas importantes. Na reunião desta quarta-feira na UEFA temos a expectativa de receber instruções sobre o futuro das provas internacionais. Mas os clubes estão com esse espírito de que as competições devem recomeçar o mais depressa possível. Temos três meses para esta retoma e estamos a a trabalhar diariamente para, assim que podermos, regressarmos de forma imediata", afirmou Pedro Proença, admitindo que jogar à porta fechada é uma possibilidade".

Uma coisa parece certa. O campeonato português, como em todas as ligas europeias, vai estender-se obrigatoriamente para lá de maio. "Já percebemos todos que é fundamental que as ligas terminem as épocas desportivas, pois permitirá terminar esta época com a normalidade possível e preparar a próxima com tudo o que isso envolve. Não se pode colocar em causa a presente temporada e as próximas. Acreditamos que vai ser possível jogar esta temporada. Queremos ter campeão e equipas a subir e a descer", concluiu Pedro Proença.

A Liga conseguiu um "um alargamento do espaço desportivo de cerca de 45 dias" devido ao adiamento do Euro 2020 para o ano seguinte. Mas o regresso às competições irá depender da evolução da pandemia de COVID-19.

O presidente da Liga abordou ainda os problemas financeiros que estão a afetar os clubes profissionais portugueses devido à paragem do campeonato. E não colocou de lado um cenário de lay-off. "Temos conseguido garantir o normal estabelecimento da cadeia de valor e do que são os prazos e as obrigações que temos de cumprir perante entidades terceiras, mas temos a noção de que, se o tempo esticar e não voltarmos com alguma rapidez à normalidade, há instrumentos que o futebol terá de utilizar. Esperemos que não seja necessário, mas, se as receitas reduzirem, os clubes poderão ter de utilizar esses instrumentos [lay-off]."

Relativamente a possíveis cortes nos salários dos jogadores, algo que já foi adoptado por alguns clubes europeus, como a Juventus ou o Barcelona, Pedro Proença garantiu que a Liga está "a criar condições para evitar" que surjam "processos de rotura", esperando "encontrar soluções até chegar a esse patamar."

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