Ora aí está a primeira polémica da época entre Guardiola e Mourinho

O documentário sobre o título da época passada do Manchester City está a motivar mais polémica entre os dois treinadores dos dois clubes de Manchester, O português não gostou, o catalão respondeu

A época ainda agora começou mas a polémica entre José Mourinho e Pep Guardiola. O pretexto é irrelevante porque a troca de palavras surge sempre. Desta vez o culpado é o documentário sobre a época passada do Manchester City, que terminou com a conquista do título inglês intitulado All or Nothing. Nesse filme, que retrata muito do que se passa no balneário às ordens de Guardiola a dado momento o narrador diz, antes de um duelo entre as duas equipas de Manchester, que será um confronto entre o futebol de ataque, reportando-se ao City, e uma equipa que estaciona o autocarro, numa alusão ao futebol defensivo da equipa treinada pelo português.

"Podes fazer um filme magnífico sem faltar ao respeito. Podes ser um clube rico e comprar os melhores jogadores do mundo, mas não podes comprar classe", disse Mourinho este sábado à Sky Sports.

Neste domingo, depois de golear o Huddersfield, Pep Guardiola respondeu ao português, enquanto a equipa deste defrontava o Brighton. "Mourinho tem razão, a classe não se compra. Não acho que tenhamos sido desrespeitosos, não era essa a nossa intenção. Somos um clube que quer crescer e ganhar títulos. Uns gostam, outros não, mas estou de acordo com Mourinho, a classe não se compra."

Resta esperar pelo novo episódio, agora a bola está do lado de José Mourinho.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.