Chinês volta a ser ignorado em pódio e explode: "És um perdedor, eu sou um vencedor"

Sun Yang, sobre quem recaem suspeitas de doping, protestou com o britânico Duncan Scott depois de este não o ter cumprimentado após a vitória na prova dos 200 metros livres. Já tinha sido 'ignorado' por australiano noutra prova

O chinês Sun Yang está a ser um dos grandes protagonistas do Campeonatos do Mundo de natação, mas não propriamente pelos melhores motivos. Um dia depois de ter vencido a prova de 400 metros livres e de o australiano Mack Horton se ter recusado a partilhar o pódio com ele por considerar que o asiático entra em competição sob o efeito de substâncias dopantes, episódio semelhante ocorreu na cerimónia de pódio dos 200 m livres.

Desta vez, coube ao britânico Duncan Scott recusar-se a reconhecer a vitória de Sun Yang depois de ter partilhado o bronze com o russo Martin Malyutin. Mas desta vez, o nadador chinês, que beneficiou da desqualificação do rival Danas Rapsys devido a uma falsa partida, explodiu em direção de Scott: "És um perdedor, sou um vencedor!"

Na véspera, Sun Yang tinha ignorado o gesto de Horton, que se recusou a cumprimentá-lo ou a posar para a foto do pódio. "Desrespeitar-me tudo bem, mas desrespeitar a China foi uma infelicidade. Sinto muito", afirmou depois o asiático, que em 2014 cumpriu uma suspensão de três meses depois de um teste antidoping que acusou o consumo do estimulante trimetazidine, que Sun justificou como fazendo parte de um tratamento para o coração. Recentemente voltou a ser acusado de violar os protocolos dos controlos antidoping.

A inimizade entre Sun Yang e Mack Horton, porém, não era de agora. Nos Jogos do Rio, em 2016, o australiano acusou o chinês de o ter empurrado durante uma sessão de treino. "Ignorei-o, não tenho tempo nem respeito para fraudes antidrogas. Só tenho problemas com atletas que deram positivo [nos testes] e ainda estão em competição", afirmou Horton na altura.

O agora campeão do mundo de 200 e 400 metros livres vai enfrentar em setembro uma audiência no Tribunal Arbitral do Desporto depois de a Agência Mundial Antidoping ter recorrido do arquivamento de uma acusação de doping.

Na semana passada o Daily Telegraph (Austrália) publicou um relatório de 59 páginas, referente a uma audiência com especialistas antidoping da Federação Internacional de Natação, em que se contava que Sun Yang afirmou ter-se recusado a fazer um teste antidoping por ter dúvidas quando às credenciais dos técnicos responsáveis pelo exame.

Em 2016 as autoridades chinesas tinham exigido um pedido de desculpas por parte de Horton depois dos seus comentários, mas o Comité Olímpico Australiano defendeu o seu nadador alegando que este tinha "direito a expressar um ponto de vista". "Ele falou em defesa dos atletas limpos. Isso é algo que ele sente", salientou o COA.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.