FC Porto goleia, adia questão do título e atira Nacional para a II Liga

Tudo demasiado fácil para os dragões, que ao intervalo já venciam por 2-0 e acabaram a golear. Questão do título fica adiada para última jornada, independentemente do resultado do Benfica, e o Nacional desce já de divisão.

O FC Porto goleou este domingo o Nacional, na Choupana, por 4-0, e adiou a decisão do título para a última jornada - estão obrigados a vencer o Sporting e têm de esperar que o Benfica perca com o santa Clara para poderem revalidar o título. Os dragões resolveram o jogo ainda na primeira parte, com dois golos, perante uma equipa madeirense que nunca mostrou argumentos para discutir o resultado e que com esta derrota foi condenada à descida de divisão.

Era um jogo de grande responsabilidade para as duas equipas. O FC Porto tinha de vencer para continuar na luta pelo título; o Nacional estava obrigado a somar os três pontos para se manter na luta pela permanência. Os dragões cumpriram o objetivo e adiaram a questão da atribuição do campeonato para a última jornada; os madeirenses falharam a missão, já estão despromovidos e serão seguramente a defesa mais batida, com 70 golos encaixados.

Sérgio Conceição foi obrigado a mexer na equipa relativamente ao onze da jornada anterior. Perante os impedimentos de Brahimi (lesionado) e Herrera (castigado), entraram Otávio e Óliver Torres. Na equipa madeirense, Costinha também fez duas alterações, com Rosic e Arabidze a darem os lugares a Marakis e Júlio, apostando de início num esquema de três centrais.

Aos 11 minutos gritou-se golo na Choupana, mas Riascos desperdiçou de forma incrível a possibilidade de colocar o Nacional em vantagem, atirando às malhas laterais quando tinha tudo para marcar. Quase no lance imediatamente a seguir, o FC Porto colocou-se em vantagem, num grande golo de livre direto apontado por Alex Telles (o sexto do defesa brasileiro esta temporada, quarto no campeonato).

O golo cedo permitiu à equipa de Sérgio Conceição deixar de jogar sob brasas, perante um Nacional que com este resultado estava virtualmente despromovido. O FC Porto começou a exercer uma maior pressão e aos 28' chegou ao segundo golo, num lance que começou numa perda de bola de Alhassan, com Corona a aproveitar para assistir Óliver e o espanhol não perdoou, entrando na área, driblando um adversário e batendo Daniel. Tudo muito fácil! A única ameaça dos madeirenses na primeira parte foi um remate ao lado de Riascos, aos 41'. E não fosse a boa defesa de Daniel a um remate de Marega, o FC Porto ia para o intervalo com três golos de vantagem.

Estranhamente, Costinha não fez qualquer alteração logo no reatamento, numa altura em que a sua equipa precisava de marcar pelo menos três golos para se salvar da despromoção. O conjunto madeirense surgiu na segunda parte com as linhas mais subidas, o que a expunha a maiores riscos perante um FC Porto a sair rápido nas transições para o ataque.

E foi assim que nasceu o terceiro golo do FC Porto, aos 60'. Assistido por Marega, Corona, livre de marcação na área dos nacionalistas, marcou num pontapé acrobático. A questão estava definitivamente resolvida a meia hora do fim do jogo. E nas bancadas os adeptos portistas faziam a festa, ainda com esperança de que o título possa ser uma realidade na última jornada.

Aos 69 minutos, o árbitro Carlos Xistra assinalou grande penalidade contra o FC Porto, considerando que existiu uma falta de Felipe sobre Riascos. Consultado o VAR, contudo, essa decisão foi alterada, com o juiz a mostrar amarelo a Riascos por ter simulado falta.

Com o jogo resolvido, Conceição fez uma dupla substituição a 15 minutos do fim, tirando Soares e Corona e lançando Loum e Fernando Andrade. Costinha respondeu com a entrada de Rochez para o lugar de Camacho. E depois ainda lançou Barcelllos e Witi no jogo.

Até ao final, Rochez ainda teve uma boa oportunidade para reduzir, mas atirou ao lado. E aos 88', Marega deu contornos de goleada ao resultado, marcando o quarto golo do FC Porto na transformação de uma grande penalidade, a castigar uma mão na bola de Alhassan. O apito final confirmou apenas aquilo que já era expectável ao intervalo: a vitória dos dragões, o adiar da atribuição do título e a descida de divisão do Nacional.

A FIGURA: ALEX TELLES

O defesa portista teve um papel fundamental no triunfo do FC Porto, pois foi ele que colocou a equipa a vencer logo desde muito cedo, com um livre direto executado de forma perfeita, sem hipóteses para o guarda-redes do Nacional. Além disso, esteve em bom plano tanto a atacar como a defender, destacando-se nos quatro passes feitos para finalização. Foi o terceiro golo de livre direto do brasileiro desde que está no Dragão e o sexto apontado só nesta temporada, quatro deles no campeonato. Nada mau para um defesa lateral.

FICHA DO JOGO

Jogo no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional-FC Porto, 0-4

Ao intervalo: 0-2

Marcadores: 0-1, Alex Teles, 14 minutos; 0-2, Óliver, 28; 0-3, Corona, 59 e 0-4, Marega, 88 (grande penalidade).

Nacional: Daniel Guimarães, Kalindi, Júlio César, Diogo Coelho, Nuno Campos, Sérgio Marakis (Diego Barcelos, 81), Vítor Gonçalves, Alhassan, Brayan Riascos, João Camacho (Bryan Rochez, 77) e Okacha (Witi, 84).

Treinador: Costinha.

FC Porto: Vaná Alves, Manafá, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver, Jesus Corona (Fernando Andrade, 76), Otávio (Maxi Pereira, 86), Marega e Soares (Loum, 76).

Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Brayan Riascos (71).

Assistência: 4.098 espetadores.

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