Liga faz as contas aos prejuízos: Menos 310 milhões de euros de receita

Organismo liderado por Pedro Proença lembrou ainda que os jogadores recusaram cortes salariais.

A Liga contabilizou as percas de receitas previsionais imediatas, devido à paragem dos campeonatos, por culpa da pandemia, na ordem dos 310 milhões de euros, o que significará um decréscimo de 60%, face aos 512 milhões de euros de valor de receitas operacionais na época 2018-19. Isto para justificar a necessidade de os emblemas da I e II ligas necessitarem de fazer cortes nos salários.

E nesse aspeto, o organismo liderado por Pedro Proença e o Sindicato de Jogadores não se entendem. Esta terça-feira o Sindicato dos Jogadores, que se manifestou contra o oportunismo dos clubes para não honrar os seus compromissos com os atletas e entraram em lay off. Pois bem, o órgão liderado por Pedro Proença veio "esclarecer" que desde o dia 21 de março que "ambas as entidades estão conscientes da inevitabilidade de intervenção para a sustentabilidade da modalidade" e a trabalhar em conjunto "de antecipar as dificuldades causadas pelo Covid-19 .

Isso não quer dizer que estejam de acordo em tudo. Segundo a Liga, o Sindicato de Jogadores aceitou a prorrogação dos contratos de trabalho até término da época, considerando a sua duração até ao último jogo oficial de 2019-2020, bem como a prorrogação dos contratos de empréstimo e cedência até término da época, considerando a sua duração até ao último jogo oficial de 2019-2020; aceitar que parte do período de férias será definido por indicação dos clubes e acordar que nenhuma destas medidas constitui justa causa de rescisão do contrato de trabalho desportivo.

Mas recusou aceitar que os jogadores e os clubes celebrem acordos de redução salarial, bem como acordar que, na falta de convenção entre jogadores e clubes, a Liga e o Sindicato determinam uma redução percentual do salário anual dos jogadores, repercutido nos meses de abril até ao término da época.

Razão pela qual, segundo o organismo que rege os campeonatos profissionais, os clubes da I e II ligas ficaram "libertos para poderem lançar mão de todas as medidas especiais propostas pelo Governo, em concreto o lay off ou outras medidas análogas previstas na Lei, bem como a liberdade para negociar livremente com os seus atletas". Situação que já aconteceu com alguns clubes, como a Belenenses SAD, o Chaves e o Leixões, por exemplo.

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