Khachanov interrompe glória de Djokovic

Russo venceu todas as finais que disputou (quatro, a primeira de Masters) ao bater na final de Paris o tenista que regressa esta segunda-feira a número 1 do mundo sem igualar recorde de Nadal, líder mais umas horas

Novak Djokovic surgiu cansado e com falhas de concentração na final do Masters de Paris, do qual é recordista com quatro triunfos, e permitiu a Karen Khachanov começar a cimentar a fama de papa-finais: o russo bateu o sérvio (7-5 e 6-4) e ganhou a quarta final que disputou (três em 2018). Esta foi apenas a primeira de Masters.

Khachanov frustrou Djokovic na véspera deste regressar à liderança do ranking ATP, dois anos depois, lugar conquistado com a desistência de Rafael Nadal neste torneio, impedindo-o de igualar o recorde de 33 títulos de Masters do espanhol.

Djokovic ainda quebrou o serviço ao adversário no primeito set, fazendo um 3-1 que dava argumentos reais à teórica superioridade (afinal, era o número 2 frente ao número 18 do mundo...). Mas Khachanov devolveu a gentileza no jogo seguinte e o líder do ranking a partir de amanhã (dia em que é atualizado) pareceu acusar o toque.

Depois da maratona de sábado, em que no duelo de titãs com Roger Federer Djokovic gastou todas as fichas em mais de três horas de combate, o sérvio mostrou-se mais agitado e nervoso do que o jovem adversário - Khachanov tem 22 anos.

Aos 31 anos, Djokovic falhou o 73.º da carreira, permitindo que Khachanov chegasse ao 4.º, o primeiro a este nível (melhor só ganhar um Grande Slam - Roland Garros; Wimbledon; US Open ou Austrlia Open).

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