Judo: Patrícia Sampaio é campeã europeia de juniores

Judoca de 19 anos venceu este sábado a final de - 78 KG contra uma atleta alemã.

A judoca portuguesa Patrícia Sampaio sagrou-se hoje campeã europeia de juniores, na categoria de -78 kg, ao vencer na final em Sófia a alemã Christina Faber, por 'waza ari'. Patrícia Sampaio, de 19 anos, uma das principais do judo português, já tinha sido medalha de bronze nos Mundiais do escalão, em 2017, em Zagreb.

Este sábado, na capital búlgara, a judoca portuguesa fez um percurso 'perfeito' com quatro combates até chegar ao título europeu, três com vitórias pela pontuação máxima (ippon) e a final com a segunda pontuação mais elevada. A judoca derrotou sucessivamente a holandesa Renee Van Harselaar, a búlgara Ilina Stoyanova, a russa Tamara Lishchenko, e, finalmente, no combate pelo título, a alemã Christina Faber.

A medalha de ouro de Patrícia Sampaio é o melhor resultado da delegação de 15 judocas portugueses que competiram nestes Europeus em Sófia, numa competição em que João Fernando também esteve em bom plano. O judoca de -73 kg sagrou-se na sexta-feira vice-campeão europeu da categoria, perdendo na final com o ucraniano Hevorth Manukian, por 'waza ari'.

Hoje, Diogo Brites (-100 kg) e Ailton Cardoso (+100 kg) perderam nos combates de estreia, enquanto Guilherme Salvador (-90 kg) e Alexandre Teodósio (-100 kg) foram eliminados no segundo duelo que realizaram.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.