Jogadores do Chile recusam jogar com o Peru por causa da crise social no país

Os futebolistas da seleção chilena decidiram esta quarta-feira não disputar a partida de caráter particular com o Peru, agendada para dia 19 de novembro, em Lima, devido à crise social que o Chile atravessa há quatro semanas.

Os jogadores tomaram esta posição na sequência de uma reunião esta quarta-feira realizada no Complexo Juan Pinto Durán, onde la roja iniciava a preparação para o jogo com a congénere peruana, informou a Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile em comunicado.

O selecionador chileno, Reinaldo Rueda, dispensou de imediato os futebolistas, que estão assim à disposição dos respetivos clubes.

A situação social do Chile sobrepôs-se completamente à concentração da seleção e vários jogadores, entre eles o médio Charles Aranguiz, manifestaram publicamente a sua vontade de não participar no jogo.

"Esta partida não se deve realizar. O que está a acontecer no país é muito sério", disse o futebolista do Bayer Leverkusen em declarações à imprensa.

Por seu lado, o médio do FC Barcelona Arturo Vidal também afirmou à chegada à capital chilena que apoiava o movimento de cidadania que está na génese da contestação popular, mas mostrou disponibilidade para defrontar o Peru e ganhar.

"Estou com o povo, que se revoltou e que está a pedir o que é justo. Mas estou aqui para jogar pela seleção e há que aproveitar esta partida para preparar a próxima", disse Vidal.

Rueda tinha convocado para este jogo apenas jogadores que alinham em clubes estrangeiros e evitou incluir na sua lista futebolistas das equipas nacionais pelo facto de o campeonato chileno estar suspenso há três semanas devido aos protestos sociais que decorrem desde o passado dia 18 de outubro.

Esta partida com o Peru foi a única que estava programada pelo Chile para esta data FIFA, visto que o outro encontro inicialmente previsto frente à Bolívia, em casa, tinha sido suspenso até nova ordem por causa da instabilidade social que se vive no país.

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