Jogadores do Bayern Munique e Borussia Dortmund aceitam baixar salários

Dois emblemas alemães têm folhas salariais anuais de três dígitos.

Os jogadores Bayern Munique, campeão alemão de futebol, e do Borussia Dortmund aceitaram baixar os seus salários para ajudarem os clubes a fazer frente à crise nesta indústria, criada por causa da pandemia da covid-19. Em comunicado, o emblema de Dortmund avançou que os seus jogadores renunciaram "voluntariamente a uma parte dos seus salários, por solidariedade com os 850 empregados do clube e as suas famílias".

Os treinadores e os dirigentes do clube, que segue no segundo lugar da Bundesliga (interrompida a 13 de março), a quatro pontos do líder Bayern Munique, também renunciaram a parte dos seus ordenados, permitindo ao Borussia Dortmund "poupar uma verba de dois dígitos em milhões de euros".

Já o acordo no Bayern Munique foi anunciado através do jornal Bild, que avançou que foi combinado um corte de 20% nos salários dos jogadores e dos dirigentes. Os bávaros, sete vezes seguidas campeões na Alemanha, e que contam com um plantel recheado de estrelas, anunciaram despesas salariais de 336,2 milhões de euros na última época, face à faturação de 750,5 milhões de euros.

Depois de, na quinta-feira, os futebolistas do Borussia Monchengladbach terem anunciado um acordo com a direção para a redução dos ordenados, vários outros clubes já informaram que idêntica medida está a ser aceite pelos seus atletas, casos do Werder Bremen e do Schalke 04, enquanto noutros decorrem ainda as negociações.

Entretanto a liga alemã de futebol recomendou prolongar a interrupção das competições profissionais até 30 de abril, decisão que os 36 clubes devem validar em assembleia prevista para 31 de março.A Liga quer concluir a competição, que vai na 25.ª de 34 jornadas, pelo que pretende reiniciar o campeonato com jogos à porta fechada e com o menor número possível de elementos nos estádios. Antes da Bundesliga ser interrompida, o Bayern Munique liderava com 55 pontos, mais quatro que o Borussia Dortmund, que tem um de avanço para o Leipzig.

O cenário de cortes salariais parece agora alastrar na Europa. Em França, depois de Amiens, Montpellier e Nimes ter decido fazer cortes, o Lyon avançou com uma imposição de corte parcial no total de 85% no salário dos jogadores. Na Suíça, o Sion, liderado pelo português Ricardo Dionísio, despediu nove jogadores por recusarem a proposta de emprego parcial imposta pelo clube.

Em Espanha, a imprensa noticiou que o próprio Barcelona está a estudar a melhor forma de reduzir os salários dos jogadores e equipa técnica. E na Bélgica, a maior parte dos clubes está a aplicar a "regulação temporal" de emprego a jogadores e treinadores.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17000 morreram. Em Portugal, há 33 mortos e 2362 infetados confirmados até esta terça-feira.

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