João Almeida recebe ajuda de Rúben Guerreiro para manter a camisola rosa

Numa etapa marcada pelo mau tempo, o líder do Giro de Itália cortou a meta integrado no pelotão bem junto de outro português, que lidera o prémio da montanha.

O equatoriano Jhonatan Narváez (INEOS) venceu esta quinta-feira a 12.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta, com o português João Almeida (Deceuninck-Quick Step) a manter a camisola rosa, símbolo de líder da classifcação do Giro.

Narváez, de 23 anos, cumpriu os 204 quilómetros de um dia com partida e chegada em Cesenatico em 5:31.24 horas, à frente de outro colega de fuga, o ucraniano Mark Padun (Bahrain-McLaren) que ficou a 1.08 minutos, com o australiano Simon Clarke (Education First) a ser terceiro, a 6.50.

Depois de, em 2019, o compatriota Richard Carapaz, que agora também é seu companheiro de equipa, ter vencido o Giro ao serviço da Movistar, e de outro compatriota, Jonathan Caicedo (Education First), ter ganhado no Monte Etna, onde João Almeida arrebatou a camisola rosa, Narváez juntou-se aos grandes do ciclismo do seu país.

Depois de afastarem vários resistentes da fuga do dia, alguns dos quais continuaram a persegui-los até aos quilómetros finais, o equatoriano e Mark Padun pareciam seguir juntos para discutir, em cima da meta, a vitória final, quando o ucraniano furou a 24 quilómetros do fim.

Sobre esse momento, Narváez revelou que a equipa lhe pediu para "esperar um pouco", mas com "a corrida tão rápida", acabou por manter o ritmo, seguindo até à meta à procura de uma vitória "que vale tanto para qualquer profissional".

"Sabe tão bem ganhar, foi um dia realmente complicado, com a chuva e o frio. Estou feliz, trabalhámos muito antes do Giro para poder depois entrar nas fugas, recuperar a cada dia", disse o vencedor.

Atrás, na luta pela geral, o dia acabou por ser mais tranquilo do que esperava o camisola rosa, que teve como principais adversários a chuva e o mau tempo, e não tanto os outros candidatos à geral.

Depois de colocarem o belga Victor Campenaerts na fuga, a NTT começou a impor um ritmo alto nas primeiras subidas do dia, trabalhando para selecionar o grupo de favoritos em favor do italiano Domenico Pozzovivo, quarto à geral.

Pozzo foi mesmo o único dos candidatos a esboçar um ataque, altura em que João Almeida contou com um reforço inesperado: o compatriota Ruben Guerreiro, líder da classificação da montanha, que foi buscar o italiano e depois manteve-se na frente do grupo, que já não voltou a tentar fazer diferenças.

Para os primeiros lugares, apenas a reentrada do dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) no top-10 ocorreu após o final, com João Almeida a cortar a meta em nono lugar, a 8.25 minutos do vencedor, uma posição abaixo de Guerreiro, que segurou a camisola azul.

Na geral, Guerreiro subiu ao 29.º posto, enquanto Almeida segue na frente, com 34 segundos de vantagem para o holandês Wilco Kelderman (Sunweb) e 43 para o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-McLaren), com Pozzovivo em quarto, a 57 segundos.

Na sexta-feira, a 13.ª etapa liga Cervia a Monselice ao longo de 192 quilómetros, numa tirada maioritariamente plana, mas com duas contagens de montanha de quarta categoria nos últimos 40 quilómetros, antes do contrarrelógio de sábado.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG