Vuelta: Ataque de Tony Gallopin vale vitória na sétima etapa

O francês da AG2R atacou esta sexta-feira nos últimos quilómetros para vencer a sétima etapa da Volta a Espanha em bicicleta, conseguindo o primeiro triunfo em grandes voltas desde 2014.

Gallopin, de 30 anos, atacou nos últimos dois quilómetros e cumpriu os 185,7 quilómetros entre Puerto-Lumbreras e Pozo Alcón em 4:18.20 horas, cinco segundos a menos que o eslovaco Peter Sagan (BORA-hansgrohe), segundo, e o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), terceiro.

O ciclista francês, que na Volta a França de 2014 viveu os melhores dias da carreira, com uma vitória em etapa e um dia como camisola amarela, voltou esta sexta-feira a sorrir em grandes voltas, num ano em que venceu, em fevereiro, a prova francesa de uma semana Étoile de Bessèges.

Depois de a fuga ter sido apanhada nos últimos 15 quilómetros, vários grupos tentaram atacar a vitória, com os favoritos a vigiarem-se para impedir perdas de tempo.

Depois de um ataque dos espanhóis Lluis Mas e Jesús Herrada, ambos da Cofidis Solutions Crédits, Gallopin saltou para a frente com um ataque forte a dois quilómetros da meta, parando apenas depois de erguer os braços em Pozo Alcón.

No final da prova, Gallopin disse que a vitória afastou "o azar deste ano, com muitas quedas e problemas de saúde", elogiando o plano de participar na Vuelta depois de abandonar o Tour a meio.

"Sabíamos que o final ia ser caótico, por isso tínhamos um plano, que passava, primeiro, por integrar a fuga, e depois a equipa colocar-me bem no final. (...) Encontrei um bom momento e estou muito feliz", atirou.

Segundo o francês, foi nos últimos 200 metros, quando olhou para traz e não viu ninguém a persegui-lo, que decidiu "dar tudo na última reta", o que lhe permitiu arrecadar uma vantagem de cinco segundos.

O resultado significa que o puncheur é agora quinto à geral, a 59 segundos do compatriota Rudy Molard (Groupama-FDJ), que chegou integrado no grupo dos favoritos.

Ainda assim, o camisola vermelha perdeu tempo também para Valverde, que aproveitou o bónus de tempo do segundo lugar da etapa para subir a segundo, agora a 47 segundos da liderança.

Em sentido contrário, o antigo líder, o polaco Michal Kwiatkowski (Sky), perdeu tempo e caiu para sexto, a 1.06 minutos de Molard, com o alemão Emanuel Buchmann (BORA-hansgrohe) a seguir no terceiro lugar, a 48 segundos.

Tiago Machado (Katusha Alpecin) continua o português mais bem posicionado, em 59.º da geral, depois de esta sexta-feira terminar em 64.º, 12 lugares abaixo de José Mendes (Burgos-BH), o melhor desta sexta-feira.

Mendes subiu 18 posições para o 68.º posto da geral, enquanto Nelson Oliveira (Movistar), 73.º esta sexta-feira, é 77.º, e José Gonçalves (Katusha Alpecin) caiu de novo para fora do top 100, seguindo em 107.º depois de ser 136.º classificado.

No sábado, os puncheurs têm nova oportunidade de atacar uma vitória em etapa, ainda que o pelotão possa tentar controlar o dia para os sprinters, numa ligação de 195,1 quilómetros entre Linares e Almadén.

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Anselmo Borges

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