Vendas da Nike crescem 31% após campanha polémica

Fabricante utilizou como rosto de campanha publicitária um jogador de futebol americano que se recusou a permanecer de pé durante o hino norte-americano

Poucos dias depois de a Nike ter utilizado como rosto de campanha publicitária Colin Kaepernick, jogador de futebol americano recusou-se a permanecer de pé durante o hino norte-americano, as vendas da fabricante subiram 31%, dizem alguns analistas.

Temia-se que a campanha polémica pudesse afetar negativamente as vendas, mas os números mostram o contrário, segundo o The Guardian. De acordo com a Edison Trends, empresa de investigação de comércio digital, "as vendas da Nike cresceram 31% de domingo a terça-feira durante o Dia do Trabalho deste ano, superando o aumento comparativo de 17% no ano passado".

A empresa de equipamentos desportivos lançou uma primeira versão do seu anúncio na segunda-feira, o feriado do Dia do Trabalhador nos Estados Unidos. Apresentava Colin Kaepernick e o slogan "Acredite em algo. Mesmo que isso signifique sacrificar tudo. Apenas faça isso".

O jogador, quarterback de posição, está sem equipa desde que terminou contrato com os San Francisco 49ers, em março de 2017.

Em 2016, na sequência de vários episódios de violência policial contra minorias étnicas nos Estado Unidos, ele e outros companheiros começaram a ajoelhar-se antes do início dos jogos, no momento de escutar o hino. O movimento de protesto alastrou-se a vários jogadores de diferentes equipas e de vários desportos, provocando a ira dos adeptos mais conservadores, bem como de políticos republicanos, entre os quis Donald Trump.

Jogador na NFL durante seis temporadas, Colin Kaepernick já era um atleta patrocinado pela Nike desde 2011, mas tinha deixado de aparecer em campanhas da marca desde que rebentou a polémica dos protestos durante o hino americano.

Na altura, Trump sugeriu aos donos das equipas da NFL que despedissem os jogadores que protestassem durante o hino e aconselhou Kaepernick a "encontrar um país que seja melhor para ele".

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.