"Vamos trazer o troféu de título nacional para o museu"

Frederico Varandas prometeu ser campeão nacional no seu mandato durante o seu discurso de vitória nas eleições à presidência do Sporting

A promessa da conquista do campeonato nacional de futebol foi o ponto alto do discurso de vitória de Frederico Varandas, na Praça do Centenário, nas imediações do Estádio José de Alvalade. "Vou tirar da algibeira uma coisa que tenho guardado desde 20 de maio. É a medalha de prata de finalista da Taça de Portugal. Prometo que vou trazer a de ouro e o troféu de título nacional para o museu", assegurou, para regozijo dos adeptos que o ouviam, quando já passavam das 03.00 da madrugada deste domingo.

O 43.º presidente do Sporting começou por cumprimentar os outros candidatos, saudando-os e mostrando "respeito", deixando uma "palavra especial para João Benedito", segundo candidato com mais votos mas que teve mais sócios a votar nele. "João, um grande atleta. Espero que nunca se afaste do clube. Faz e fará sempre parte da história deste clube", frisou.

Depois de agradecer à sua equipa e aos sócios e adeptos do Sporting, prometeu fazer jus ao lema da sua candidatura: Unir o Sporting. "Unir não é só dizer, é efetizar a união. Unir o Sporting é colocar os interesses do Sporting Clube de Portugal acima de todos. O único compromisso que tenho é convosco e com o Sporting Clube de Portugal", vincou.

"É uma vitória da independência, da resistência, da resiliência e da superação. É assim que vai ser o Sporting Clube de Portugal, que não vai ceder, vacilar ou abdicar dos seus valores e ideais", acrescentou.

Antes, à Sporting TV, o médico militar fez uma primeira declaração: "Um orgulho e uma missão que vou cumprir com energia. Temos noção do que temos pela frente, queremos colocar o Sporting a vencer. É a missão mais importante da minha vida. Um grande orgulho."

42,32% dos votos mas com menos 1.018 votantes do que Benedito

Frederico Varandas recebeu 42,32% dos votos (8.717 votantes), contra os 36,84% (9.735) alcançados por João Benedito, segundo candidato mais votado. José Maria Ricciardi teve 14,55% dos votos, superando as listas encabeçadas por José Dias Ferreira (2,35%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,51%). Foram ainda registados 2,2% de votos em branco e 0,31% nulos.

Com a eleição de Varandas, que foi o primeiro a assumir a candidatura à sucessão de Bruno de Carvalho, o advogado Rogério Alves assume a presidência da Mesa da Assembleia Geral do clube, enquanto o juiz conselheiro Joaquim Baltazar Pinto a liderança do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Durante a campanha, o médico anunciou a integração na estrutura diretiva do clube dos antigos futebolistas Hugo Viana e Beto.

Este foi o ato eleitoral do clube com maior afluência de sempre, com 22.510 sócios votantes, 19.159 de forma presencial e 3.351 por correspondência, de um total de 51.009 com direito a voto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.