Sergio Ramos admitiu ter forçado o cartão amarelo e UEFA abre investigação

O Comité de Disciplina da UEFA abriu esta quinta-feira uma investigação disciplinar ao jogador do Real Madrid, por declarações no final do jogo com o Ajax, da Liga dos Campeões, nas quais reconhecia ter forçado um cartão amarelo.

"Demos início a uma investigação disciplinar baseada no artigo 31, ponto 3, do Regulamento Disciplinar da UEFA na sequência das declarações do jogador do Real Madrid, Sérgio Ramos, após o jogo com o Ajax", anunciou a UEFA no seu site na internet.

Após esse jogo dos oitavos de final da Liga dos Campeões, disputado Arena Johan Cruyff, Sérgio Ramos reconheceu perante os meios de comunicação que forçou o cartão amarelo para não defrontar o Ajax na segunda mão do Santiago Bernabéu e assim poder abordar os quartos de final da prova, caso o Real Madrid se qualifique, sem qualquer sanção disciplinar.

A UEFA já puniu o mexicano Jesús Corona, jogador do FC Porto, foi punido com dois jogos de suspensão pela UEFA, que considerou que o jogador do FC Porto viu, propositadamente, um cartão amarelo na partida com o Schalke 04, o penúltimo do Grupo D, com o objetivo de cumprir castigo no jogo seguinte, com o Galatasaray, já sem influência no apuramento dos dragões, e ficar com o cadastro limpo para a fase a eliminar.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?