Sarri e o caso Kepa: "Não o vamos matar"

O treinador do Chelsea reafirmou, no entanto, que a recusa do guarda-redes em ser substituído foi um "erro grave" e que tem de ter consequências

O treinador do Chelsea assegurou esta terça-feira que o clube inglês de futebol não pretende "matar" o guarda-redes Kepa Arrizabalaga, em consequência do incidente em que o jogador espanhol se recusou a ser substituído.

No domingo, no prolongamento da final da Taça da Liga Inglesa, Sarri deu ordem de substituição a Kepa, por troca com Willy Caballero, mas o guarda-redes recusou sair do campo, o que exasperou o treinador italiano.

"Falámos todos. Desculpou-se com o 'staff' técnico, mas isso não foi suficiente. Desculpou-se com os companheiros de equipa e com o clube. Penso que cometeu um erro grave, mas temos que ser superiores. Não o vamos matar", disse Sarri.

O treinador, que falava em conferência de imprensa, antes do jogo de quarta-feira com o Tottenham, para a Liga inglesa, reafirmou, no entanto, que se tratou de um "erro grave" e que terão de existir consequências.

Sarri não esclareceu se Kepa, que no verão foi contratado ao Athletic Bilbau e se tornou a transferência mais cara de um guarda-redes, no valor de 80 milhões de euros, jogará na quarta-feira.

"Tenho que decidir. Talvez sim, talvez não. Será uma decisão para o grupo. Para os jogadores", justificou o treinador.

O incidente de domingo, numa final vencida pelo Manchester City no desempate por grandes penalidades, já valeu ao guarda-redes uma multa de cerca de 220.000 euros, a serem entregues à fundação do clube.

Após o jogo, o guarda-redes alegou que tudo se deveu a um mal-entendido: "Em momento algum tive intenção de desobedecer ao treinador. Fui assistido duas vezes pelos médicos e ele pensou que eu não estava em condições de continuar. Foram dois ou três momentos de confusão", explicou.

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